Marinha do Brasil perdeu 50% do Poderio Naval Brasileiro; 80% dos gastos militares são destinados a pessoal ativo e inativo

No âmbito das Forças Armadas brasileiras, o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, destaca a significativa aposentadoria de seus meios de poder naval, ressaltando a relevância da visão estratégica adotada em governos passados. Todavia, questiona-se a responsabilidade do governo federal na manutenção deste aparato militar.

A discussão sobre a efetividade do investimento na Defesa Nacional é conduzida considerando documentos orientadores, como a Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa. Segundo Francisco Novellino, capitão de mar e guerra reformado, há uma discrepância entre o planejado e o orçamento disponível, fortemente influenciada por fatores políticos.

O orçamento destinado à defesa no Brasil é objeto de análise crítica por Vagner Camilo Alves, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense. Ele ressalta a predominância de gastos com pessoal ativo e inativo, em detrimento da aquisição e construção de equipamentos militares essenciais.

Na perspectiva de Alves, a distribuição desse orçamento reflete uma falta de compreensão, tanto na sociedade quanto no Congresso, sobre a importância dos investimentos em defesa. Destaca-se a necessidade de uma visão mais ampla e civil da Defesa Nacional, especialmente no Ministério da Defesa, para melhor direcionamento dos recursos.

A Marinha do Brasil, conforme delineada na Estratégia Nacional de Defesa, prioriza a dissuasão de forças por meio do controle dos mares. Isso se traduz em investimentos consideráveis na construção e uso de submarinos, embora projetos como o submarino de propulsão nuclear enfrentem desafios financeiros significativos, como observado por Alves.

Entretanto, a aposentadoria iminente de navios de águas azuis, somada à deficiência na base industrial nacional para reposição de perdas, levanta sérias preocupações quanto à capacidade de defesa do país. Novellino enfatiza a necessidade urgente de investimentos na indústria e logística de defesa para garantir a segurança nacional diante de possíveis ameaças externas.

Síntese dos dados da Marinha do Brasil

  1. Aposentadoria de Meios de Poder Naval:
    • 50% dos meios de poder naval já foram aposentados, conforme alerta do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.
  2. Destinação do Orçamento Militar:
    • 80% dos gastos militares brasileiros são destinados a pessoal ativo e inativo, conforme apontado por Vagner Camilo Alves, professor do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest), da Universidade Federal Fluminense (UFF).
  3. Investimento na Construção e Uso de Submarinos:
    • A Marinha do Brasil direciona investimentos na construção e uso de submarinos, sendo destacado o Álvaro Alberto, submarino de propulsão nuclear convencionalmente armado, segundo a Estratégia Nacional de Defesa.
  4. Categorias da Marinha:
    • A Marinha brasileira pode ser dividida em três categorias: fluvial, costeira e de águas azuis, conforme descrição do capitão de mar e guerra reformado, Francisco Novellino.
  5. Problemas na Base Industrial Nacional:
    • A base industrial nacional é deficitária, incapaz de repor perdas em caso de conflito, de acordo com Francisco Novellino.
  6. Capacidade Incipiente dos Estaleiros:
    • Existência de uma capacidade incipiente nos estaleiros brasileiros que poderiam ser aproveitados para produção de material militar, segundo o oficial da reserva mencionado.

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