Presidente Lula sanciona projeto de lei para regulamentar trabalho de motoristas de aplicativo

Após assinatura do presidente Lula, proposta de projeto de lei complementar será enviada ao Congresso Nacional para votação e, caso aprovada, passará a vigorar em 90 dias.
Após assinatura do presidente Lula, proposta de projeto de lei complementar será enviada ao Congresso Nacional para votação e, caso aprovada, passará a vigorar em 90 dias.

Na segunda-feira (04/03/2024), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou a assinatura da proposta de projeto de lei que visa regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativo. A medida, agora, seguirá para votação no Congresso Nacional, e se aprovada pelos parlamentares, entrará em vigor após um período de 90 dias.

Segundo o texto do projeto, o governo estipula o valor a ser pago por hora de trabalho e a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para esses profissionais. O montante definido é de R$ 32,90 por hora trabalhada, garantindo uma renda mínima de R$ 1.412. Após a assinatura do documento, o presidente Lula afirmou que uma nova modalidade de trabalho foi estabelecida, destacando a importância de garantir autonomia aos trabalhadores, porém, com uma base mínima de segurança.

O projeto, resultado de um grupo de trabalho formado em maio de 2023 com representantes do governo, trabalhadores e empresas, acompanhado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), propõe a criação da categoria “trabalhador autônomo por plataforma”. Além disso, prevê que tanto os motoristas quanto as empresas contribuam para o INSS, com taxas de 7,5% e 20%, respectivamente, sobre a remuneração. Também são contemplados direitos como auxílio-maternidade para mulheres motoristas, uma jornada de trabalho diária de 8 a 12 horas, sem exclusividade de plataforma e representação sindical para negociações coletivas.

Durante a cerimônia, o presidente do Sindicato de Motoristas de Aplicativo do Estado de São Paulo, Leandro Medeiros, ressaltou a importância da regulamentação para mais de 1,5 milhão de famílias no país que dependem da renda gerada pelo transporte de passageiros via aplicativo. Ele também solicitou ao governo a avaliação de uma linha de crédito para a troca de veículos. O presidente Lula afirmou que discutirá o assunto com os bancos. Por sua vez, o diretor executivo da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, André Porto, elogiou a proposta por conciliar avanços tecnológicos com direitos sociais.

A Uber, em nota, considerou o projeto como um marco importante para a regulamentação equilibrada do trabalho intermediado por plataformas, destacando a valorização do diálogo entre os setores envolvidos. A empresa afirmou que acompanhará de perto a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

*Com informações da Agência Brasil.


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