O Hospital Inácia Pinto dos Santos, popularmente conhecido como Hospital da Mulher de Feira de Santana, enfrenta um desafio crescente de superlotação em seus leitos destinados a gestantes. A ausência de regulação adequada tem levado pacientes de diferentes municípios e regiões do estado diretamente à emergência, elevando o fluxo de atendimento para além de sua capacidade diária. Em um único plantão, no dia 13 de março, foram realizados 29 partos e procedimentos de curetagem, evidenciando a pressão constante sobre a estrutura hospitalar.
Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar, expressou preocupação com a situação, destacando a importância de um direcionamento adequado dos pacientes através da regulação estadual da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). Segundo Lucas, embora reconheça a preferência das gestantes pelo Hospital da Mulher devido à sua reputação em Parto Humanizado e assistência qualificada, é fundamental que a Central de Regulação estadual coordene a distribuição dos pacientes para hospitais com vagas disponíveis, de modo a evitar o colapso do sistema.
Dados revelam que nos primeiros dois meses de 2024, 8.446 gestantes realizaram os exames pré-natais no Hospital da Mulher, com 1.854 delas sendo encaminhadas para o parto. Surpreendentemente, 95% dessas pacientes não foram encaminhadas via regulação, resultando em 565 partos de pacientes provenientes de outros municípios. Esse cenário evidencia a necessidade urgente de revisão nos protocolos de encaminhamento e regulação de pacientes.








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