Autoridade Federal é indicada pelo Governo Lula para atuar no Rio Grande do Sul durante calamidade, diz ministro Rui Costa

Ministro Rui Costa.
Ministro Rui Costa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomará providências para designar um representante do governo federal para operar de maneira contínua no Rio Grande do Sul durante o período de calamidade pública, desencadeado pelas enchentes que assolam o estado desde o dia 29 de abril de 2024. O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em uma entrevista concedida à GloboNews e também confirmado pela Agência Brasil.

A função primordial dessa autoridade será a coordenação da estrutura administrativa das ações federais na região. Os detalhes específicos dessa medida serão divulgados durante a visita do presidente ao estado, prevista para esta quarta-feira (15/05), onde novas iniciativas de socorro à população gaúcha serão apresentadas. É esperado que seja anunciada a implementação de um auxílio financeiro temporário para os afetados pela catástrofe climática, embora o valor ainda não tenha sido divulgado.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, até a última terça-feira (14), o número de mortes decorrentes das chuvas e enchentes havia alcançado 148, com 124 pessoas ainda desaparecidas. A situação é alarmante, com um total de 538.545 desalojados e mais de dois em cada dez residentes do estado sendo impactados pelos temporais.

Os números oficiais indicam que 2.124.203 pessoas foram afetadas pelas chuvas, o que representa aproximadamente 19,47% da população do estado, de acordo com dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE. A extensão do desastre é evidente, com 89,7% dos municípios gaúchos sofrendo direta ou indiretamente com as consequências dos eventos climáticos, o que representa 446 cidades afetadas.

Na manhã de terça-feira, mais de 700 abrigos estavam em operação, abrigando um total de 76.884 pessoas que foram obrigadas a deixar suas residências temporariamente ou permanentemente, seja devido ao comprometimento das estruturas locais ou à falta de acesso. Embora tenha havido uma leve redução em comparação com os números anteriores, a situação permanece desafiadora, exigindo esforços coordenados e contínuos de todos os níveis do governo e da sociedade civil.


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