Na manhã desta terça-feira (20/05/2024), a Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Bahia, e com o apoio da Companhia Independente de Policiamento Especializado na Caatinga (CIPE-CAATINGA), Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) da Polícia Militar de Pernambuco, Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil da Bahia, GAECO de Pernambuco, Força Correcional do Centro de Operações de Gerenciamento de Emergências e Riscos (FORCE/COGER), Corregedorias das Polícias Militares da Bahia e de Pernambuco, e o Exército Brasileiro, deflagrou a Operação Fogo Amigo. A operação visa desmantelar uma organização criminosa composta por policiais militares dos estados da Bahia e Pernambuco, Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) e lojistas, envolvidos na venda ilegal de armas e munições para facções criminosas nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.
Desde as primeiras horas do dia, cerca de 325 policiais federais, junto com grupos táticos da Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, Polícia Civil da Bahia, GAECO da Bahia, GAECO de Pernambuco e o Exército, estão cumprindo 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas. Os alvos são agentes de segurança pública, CACs, empresários e estabelecimentos comerciais envolvidos na venda de armas de fogo, munições e acessórios bélicos.
Além disso, foi autorizada a apreensão de bens e o bloqueio de valores até o montante de R$ 10 milhões dos investigados. Três lojas que operavam de forma irregular tiveram suas atividades econômicas suspensas. Durante a execução da operação, o Exército Brasileiro também realizou fiscalizações em outras lojas que comercializam armas, munições e acessórios controlados nos municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
Os investigados responderão por crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de reclusão. O nome “FOGO AMIGO” refere-se ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendiam armas e munições ilegalmente para criminosos que as utilizavam contra os próprios órgãos de segurança pública.
A Polícia Federal continuará as investigações para determinar a real extensão da organização criminosa e identificar outros possíveis envolvidos.
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