A China enfrenta um fenômeno alarmante: quase metade de suas principais cidades está afundando. Entre essas cidades, Pequim e Tianjin se destacam pelo ritmo acelerado desse processo, conforme relatado pelo jornal The New York Times. Em Tianjin, a gravidade do problema foi evidenciada no ano passado, quando milhares de residentes foram evacuados devido à abertura repentina de fissuras nas ruas.
O afundamento das terras urbanas na China é atribuído a diversos fatores. A principal causa é a extração excessiva de águas subterrâneas, realizada em uma velocidade superior ao ritmo de reabastecimento natural, agravada pela seca e pelas mudanças climáticas. Além disso, sistemas de transporte urbano, extração de minerais e carvão, e o próprio peso das cidades em expansão contribuem para a compactação do solo.
O crescimento das cidades chinesas está diretamente ligado ao fenômeno do afundamento. O desenvolvimento rápido e o aumento da densidade populacional resultam em uma pressão adicional sobre o solo, levando à sua compactação e ao afundamento das áreas urbanas.
Esse fenômeno aumenta significativamente o risco de inundações, especialmente em cidades costeiras, onde milhões de pessoas estão ameaçadas pela elevação do nível do mar. Estima-se que, até 2120, entre 22% e 26% das terras costeiras da China estarão abaixo do nível do mar devido à subsidência urbana combinada com o aumento do nível do mar.
Para mitigar esses danos, pesquisadores sugerem a limitação da extração de águas subterrâneas. Xangai, por exemplo, já implementou essa abordagem e está afundando mais lentamente em comparação com outras cidades. Outras regiões estão adotando medidas semelhantes, como a injeção de água em aquíferos esgotados, para combater a subsidência.
*Com informações do UOL.









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