Representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) se encontraram com o governo federal em uma tentativa de retomada das negociações por reajuste salarial nesta segunda-feira (03/06/2024) em Brasília. No entanto, foram informados de que as negociações foram encerradas com o acordo assinado pela Proifes na semana anterior.
A divisão entre as principais entidades sindicais persiste, gerando críticas e indignação. Docentes e servidores de cerca de 60 universidades federais e mais de 39 institutos federais de ensino básico, profissional e tecnológico permanecem em greve desde meados de abril, exigindo, entre outras medidas, a recomposição salarial em 4,5% ainda este ano. O governo federal, por sua vez, prometeu um reajuste salarial zero para este ano, com aumentos progressivos até 2026.
Durante a reunião, representantes sindicais criticaram o acordo firmado pela Proifes, classificando-a como uma “entidade fantasma sem legitimidade” para representar os interesses da categoria. Apesar das promessas de uma nova reunião com os professores no dia 14 e uma específica com representantes dos servidores técnicos-administrativos em 11 de junho, o governo não indicou uma retomada das negociações salariais.
A greve continua e os manifestantes reforçam suas demandas por melhores condições de trabalho e reajustes salariais, enquanto aguardam respostas efetivas do governo. O impasse persiste, refletindo a tensão entre as entidades sindicais e o governo federal, em meio a uma crise que afeta o ensino superior público no país.
*Com informações da Agência Brasil.








Deixe um comentário