Novo Hospital Municipal de Feira de Santana gera debate sobre capacidade de atendimento

Anúncio do Hospital Municipal pelo prefeito Colbert Martins Filho levanta críticas na Câmara Municipal quanto à capacidade de leitos e ausência de atendimento de urgência.
Anúncio do Hospital Municipal pelo prefeito Colbert Martins Filho levanta críticas na Câmara Municipal quanto à capacidade de leitos e ausência de atendimento de urgência.

A decisão de Colbert Martins Filho, prefeito de Feira de Santana, de estabelecer um Hospital Municipal por meio de Parceria Público-Privada (PPP), anunciada recentemente, suscitou críticas intensas durante a sessão da Câmara Municipal nesta quarta-feira (19/06/2024). O vereador Professor Ivamberg (PT) expressou preocupação com a capacidade reduzida da nova unidade de saúde, destacando que a falta de atendimento de urgência e a disponibilidade de apenas um leito de UTI podem não ser suficientes para atender adequadamente às necessidades da população feirense.

Segundo Ivamberg, a escolha do local onde atualmente funciona a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já foi definida para a implantação do hospital, com a empresa responsável pela PPP selecionada há três anos e seis meses, aguardando apenas a autorização final do prefeito para iniciar as obras.

“É questionável o surgimento repentinamente de recursos para esse projeto, faltando apenas três meses para as eleições”, afirmou o vereador, referindo-se ao contexto político da cidade.

Emerson Minho (PP) também manifestou preocupação, lembrando que durante a pandemia de Covid-19, o antigo Hospital de Campanha, localizado no antigo Mater Dei na Avenida João Durval Carneiro, operou com 18 leitos de UTI e 40 leitos clínicos, financiado pelo governo estadual.

“Utilizar recursos públicos no Hospital de Campanha e agora deixar todo o investimento na iniciativa privada levanta questões sobre a priorização dos recursos”, criticou Minho.

Por outro lado, o vereador Edvaldo Lima (UB) ressaltou a importância de uma nova unidade de saúde em Feira de Santana, apontando que as seis salas de cirurgia, os 10 consultórios e outros serviços planejados para o novo Hospital poderão aliviar a demanda nas unidades existentes, como as UPAs e policlínicas.

“A chegada desse novo hospital vem em um momento oportuno para fortalecer o sistema de saúde municipal”, afirmou Lima durante a sessão legislativa.


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