Nesta quinta-feira (06/06/2024), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou as cidades de Cruzeiro do Sul e Arroio do Meio, localizadas no Vale do Taquari, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em maio. Durante a visita, Lula se encontrou com moradores, testemunhou a devastação causada pelas chuvas e prometeu apoio governamental na reconstrução das áreas afetadas.
Pela manhã, o presidente esteve no bairro Passo de Estrela, em Cruzeiro do Sul, onde 650 das 850 casas foram destruídas pelas águas. Em meio a abraços e apertos de mãos, Lula conversou com os moradores que perderam tudo e reafirmou o compromisso do governo federal.
“A vida é o dom mais importante que Deus deu para nós. Deus manteve vocês vivos, as coisas materiais a gente pode comprar, a gente pode fazer. Vocês não podem desanimar, têm que ter esperança. Nós vamos estar junto de vocês nessa luta”, disse ele.
Com uma população de mais de 11 mil habitantes, Cruzeiro do Sul enfrenta um cenário desolador, com 5.702 desalojados, quase 2 mil moradores afetados e 17 mortes confirmadas. Em entrevista aos jornalistas, Lula falou sobre a necessidade de agilidade nas respostas a desastres.
“Nós temos que dar resposta imediata a esse povo que precisa. Então, nós estamos trabalhando muito. E tem que vencer a burocracia, porque nós temos leis, nós temos regulamentação, nós temos que refletir, porque, se não, tudo isso é desmontado. Qual é o drama nosso? É que nós queremos ajudar a reconstruir com muita responsabilidade”, explicou.
O presidente também destacou a importância de não reconstruir em áreas vulneráveis a desastres naturais.
“A gente não pode reconstruir um ponto de socorro num lugar vulnerável a enchente. A gente não pode fazer escola em lugar vulnerável a enchente. Eu já disse aqui para as pessoas, a gente não pode fazer as casas aqui nesse lugar. Está provado que esse lugar é um lugar reservado para água. Então, nós agora temos que procurar um lugar muito seguro para construir a casa dessas pessoas”, alertou.
A burocracia foi apontada por Lula como um dos principais obstáculos para uma resposta rápida a situações de emergência.
“Eu acho que não tem ninguém no mundo que reclama mais da burocracia do que eu. Eu reclamo em fóruns internacionais, eu reclamo aqui dentro, porque é tudo muito difícil, é tudo muito complicado. E tudo tem um manual que diz o que pode e o que não pode. Se acontece uma coisa nova no manual, então não pode fazer”, afirmou.
Acompanhado por uma comitiva de ministros, pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, João Henrique Dullius, pelo governador do estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e outras autoridades locais, Lula reforçou o compromisso do governo federal em ajudar na reconstrução das áreas afetadas. No final de maio, durante a visita dos ministros Paulo Pimenta e Waldez Góes ao município, Lula já havia conversado por telefone com o prefeito de Cruzeiro do Sul, reafirmando o compromisso de reconstruir as residências dos afetados pela tragédia.









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