O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, respondeu às declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a prontidão da Turquia para “entrar” em Israel, comparando-o ao ex-líder iraquiano Saddam Hussein. Em um discurso transmitido pela televisão nacional, Erdogan afirmou que a Turquia poderia agir em Israel da mesma maneira que interveio na Líbia e em Nagorno-Karabakh.
“Devemos ser fortes. Tal como entramos em [Nagorno-]Karabakh, como entramos na Líbia, assim faremos com eles [Israel]. Não há nada que não possamos fazer. Devemos ser fortes para tomar tais medidas”, declarou Erdogan.
Em resposta, Katz utilizou a plataforma X para afirmar:
“Erdogan segue os passos de Saddam Hussein e ameaça atacar Israel. Simplesmente deixe que ele lembre o que aconteceu lá e como terminou”, postando fotos de Erdogan e Hussein para ilustrar a comparação.
A troca de declarações ocorre em um contexto de crescentes tensões entre os dois países. Na quarta-feira (24/07/2024), o primeiro-ministro israelense discursou no Congresso dos Estados Unidos, provocando protestos de ativistas anti-guerra no Capitólio. O discurso foi recebido com críticas de políticos turcos, incluindo Erdogan, que se referiram ao premiê israelense como um “criminoso de guerra” e criticaram os senadores americanos que lhe deram uma ovação de pé.
A declaração de Erdogan e a resposta de Katz destacam a complexidade das relações internacionais na região, especialmente no contexto de conflitos históricos e disputas territoriais. A referência de Katz a Saddam Hussein, líder iraquiano executado após a invasão americana de 2003, sugere um alerta sobre as potenciais consequências de ações agressivas contra Israel.
Este episódio reflete as tensões persistentes no Oriente Médio, onde declarações e ações de líderes nacionais podem rapidamente escalar para confrontos diplomáticos e militares. A comparação de Erdogan a Hussein por parte de Katz visa dissuadir qualquer tentativa de intervenção militar turca, reafirmando a postura defensiva e a prontidão militar de Israel.
*Com informações da Sputnik News.











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