Governo da Bahia inicia entrega de refeições para população em vulnerabilidade social em 14 municípios

O programa Bahia Sem Fome (BSF) iniciou a distribuição de refeições para 20 mil baianos em situação de insegurança alimentar, através das cozinhas comunitárias e solidárias contempladas pelo primeiro edital Comida no Prato. O projeto é uma parceria entre o BSF e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com um investimento estadual de R$ 24,2 milhões. As refeições serão fornecidas por 110 dias, com cada cozinha comunitária responsável pela preparação de pelo menos 200 pratos diariamente.

Josinete Araújo, cozinheira da Associação Comunitária Cultural da Conceição II em Feira de Santana, expressou sua satisfação com o projeto.

“É muito gratificante ver a alegria das pessoas ao receberem suas refeições. Sentimo-nos fazendo algo significativo”, afirmou.

A cozinha comunitária em Feira de Santana oferece refeições três vezes por semana, variando o cardápio para atender às necessidades dos beneficiários.

Além de Feira de Santana, organizações em 13 outros municípios baianos – Alagoinhas, Barreiras, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Camaçari e Salvador – também estão envolvidas na distribuição das refeições. Das 100 cozinhas participantes, 68 estão localizadas no interior do estado.

Tiago Pereira, coordenador do Programa Bahia Sem Fome, ressaltou que o edital prioriza a população em extrema vulnerabilidade, embora não seja necessário estar cadastrado em programas sociais para receber a assistência. “O Comida no Prato é uma ação emergencial para identificar e apoiar aqueles em situação de vulnerabilidade”, explicou Pereira. A iniciativa inclui apoio na emissão de documentos e encaminhamento para serviços de assistência social e educação.

Fabíola Oliveira, residente no Nordeste de Amaralina em Salvador e mãe de seis filhos, destacou a importância das refeições para sua família.

“Ter alimentos completos e preparados é uma grande ajuda para nossa alimentação diária”, comentou.

As organizações envolvidas devem distribuir as refeições por até nove meses. Aline Silva, coordenadora de impacto social do Instituto Nordeste Eu Sou, mencionou que o edital possibilitou um mapeamento das pessoas em maior necessidade nos bairros Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas.

“A distribuição será de 250 refeições diárias, de segunda a sexta-feira”, detalhou Silva.

O segundo edital do Comida no Prato está aberto até 30 de julho e destina-se a Organizações da Sociedade Civil (OSC) que gerem ou apoiem cozinhas comunitárias. A segunda fase do projeto contará com 150 cozinhas comunitárias, cada uma recebendo R$ 242 mil para a produção de refeições ao longo de 12 meses, com um investimento total de R$ 36,3 milhões. O objetivo é ampliar a distribuição para 3,3 milhões de refeições.


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