Durante a 64ª Cúpula do Mercosul, realizada nesta segunda-feira (08/07/2024), em Assunção, Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma forte crítica ao que definiu como “nacionalismo arcaico e isolacionista”. Em seu discurso, Lula argumentou que tais posturas não se adequam ao contexto de um mundo globalizado e que políticas ultraliberais apenas exacerbaram desigualdades na região.
Lula iniciou seu pronunciamento lembrando que esta é a 19ª Cúpula do Mercosul na qual participa como chefe de Estado. Ele ressaltou que a atual conjuntura apresenta desafios sem precedentes, tanto no âmbito regional quanto global.
“Nos últimos anos, permitimos que conflitos e disputas, muitas vezes alheios à região, se sobreponham à nossa vocação de paz e cooperação. Voltamos a ser uma região balcanizada e dividida, mais voltada para fora do que para si própria”, afirmou.
O presidente também enfatizou a necessidade de uma abordagem cooperativa para a integração regional e a inserção global dos países do Mercosul. Ele defendeu que a integração deve ser uma prioridade e não uma contradição à participação no mercado global.
“Minha aposta no Mercosul como plataforma de inserção internacional e de desenvolvimento do Brasil permanece inabalável. Nosso bloco é um projeto ambicioso e que gerou muitos frutos desde seu lançamento”, declarou Lula.
Além de abordar questões políticas e econômicas, Lula comentou sobre a recente tentativa de golpe de Estado na Bolívia e os atos extremistas registrados no Brasil em janeiro de 2023. Ele afirmou que “não há atalhos à democracia na região” e que é essencial permanecer vigilantes contra tentativas de enfraquecer as instituições democráticas.
“Democracia e desenvolvimento andam lado a lado. Os bons economistas sabem que o livre mercado não é uma panaceia para a humanidade”, disse o presidente.
Lula também comemorou a adesão da Bolívia como o sexto membro pleno do Mercosul, destacando a importância estratégica desse movimento para a integração econômica e a transição energética na região.
“A adesão plena da Bolívia tem enorme valor estratégico e faz do nosso bloco ator incontornável no contexto da transição energética”, afirmou, destacando o potencial dos recursos minerais e fontes de energia limpa da região.
Em relação às questões climáticas, o presidente Lula sublinhou a necessidade de liderança da América Latina no combate às mudanças climáticas. Ele fez um chamado para um maior engajamento na luta contra a crise climática e agradeceu a solidariedade dos sócios do Mercosul diante das recentes enchentes no Rio Grande do Sul e outros eventos climáticos extremos na região.
“É muito oportuna a adesão do Mercosul, nesta cúpula, ao Memorando de Entendimento sobre cooperação em gestão integral de risco de desastres”, declarou Lula.
O presidente encerrou seu discurso reforçando que a integração regional e a cooperação internacional são fundamentais para enfrentar os desafios globais e promover um futuro sustentável para a América Latina.
*Com informações da Agência Brasil.
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