Em uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou otimismo em relação ao momento atual do país, destacando os resultados positivos dos programas governamentais, apesar das incertezas econômicas globais e da pressão cambial. Lula iniciou o encontro reiterando que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é a política que deve orientar o trabalho de todos os ministérios.
Lula ressaltou que, mesmo diante de uma perspectiva de crise internacional causada pela valorização do dólar, o Brasil mantém uma situação econômica equilibrada. Ele mencionou indicadores como o crescimento do emprego, dos salários, da massa salarial e a queda do desemprego e da inflação como sinais positivos que fundamentam seu otimismo. O presidente também destacou que a inflação, embora controlada, continua a ser um fator de preocupação, especialmente devido ao seu impacto sobre os trabalhadores.
Durante o primeiro semestre de 2024, o dólar acumulou uma alta de 15,15%, o que tem gerado pressão sobre as expectativas inflacionárias. O Banco Central avalia a possibilidade de aumentar os juros para conter a inflação, que, em junho, registrou 0,21%, uma queda em relação aos 0,46% de maio. No entanto, as expectativas para o índice de preços ao consumidor ainda estão acima da meta estabelecida, alimentadas pela incerteza entre os agentes econômicos.
O presidente Lula frisou que o governo tem como prioridade desenvolver programas que beneficiem as camadas mais pobres da população. Ele afirmou que o sucesso do governo será medido pela capacidade de elevar o padrão de vida dos cidadãos que historicamente foram marginalizados. Lula também enfatizou a importância de o governo seguir um plano nacional de desenvolvimento, orientado pelo Novo PAC, para evitar uma fragmentação de políticas entre os ministérios.
A reunião ministerial foi transmitida ao vivo nas redes sociais do presidente e pelo Canal Gov. Durante o encontro, Lula deu a palavra ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, responsável pela coordenação do Novo PAC. Além de Costa, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, falaram sobre as questões econômicas e a articulação política do governo.
Lula também mencionou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, abordaria o andamento da agenda do Brasil na presidência do G20 e as negociações relacionadas às eleições na Venezuela. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, participou de uma discussão sobre a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal, em uma tentativa de reforçar o combate ao crime organizado.
O presidente destacou que o governo pretende compartilhar responsabilidades com os estados e municípios na segurança pública, sem interferir na autonomia dos entes federados. Ele reconheceu que o crime organizado se tornou uma “multinacional de delitos” e que, por isso, é fundamental uma ação coordenada entre os diferentes níveis de governo.
A reunião contou com a participação de 52 integrantes, incluindo ministros de Estado, parlamentares, líderes do governo e presidentes de empresas e bancos públicos. Cada ministro teve cinco minutos para apresentar um balanço do trabalho realizado em suas respectivas pastas.
*Com informações da Agência Brasil.








Deixe um comentário