A data de 24 de agosto, que marca a declaração de independência da Ucrânia em 1991, foi marcada por uma mensagem simbólica do presidente Volodymyr Zelensky. Em sua gravação, feita em Mohrutsya, a cinco quilômetros da fronteira com a Rússia, Zelensky expressou que a guerra entre os dois países está refletindo de forma mais direta e perturbadora na Rússia.
“A Rússia fez guerra contra nós. Violou não apenas fronteiras soberanas, mas também os limites da crueldade e do bom senso”, afirmou Zelensky, acrescentando que Moscou enfrentará represálias e que a guerra “chegou em casa”.
Ele também criticou o presidente russo Vladimir Putin, chamando-o de “velho doente da Praça Vermelha”.
A mensagem de Zelensky refletiu o sentimento crescente entre os ucranianos de que o conflito está atingindo novas dimensões. O Instituto Internacional de Sociologia de Kiev revelou que o feriado da Independência é o preferido de 64% dos ucranianos, sublinhando a importância da data em um contexto de conflito contínuo.
Em um movimento adicional para fortalecer a independência da Ucrânia, Zelensky promulgou uma lei proibindo a Igreja Ortodoxa Ucraniana, que possui vínculos com Moscou. A medida, publicada no site do Parlamento, visa enfraquecer a influência russa no país. Zelensky afirmou que esta ação é um passo importante para a libertação espiritual dos ucranianos, destacando o esforço contínuo para se desvincular da influência russa, iniciado em 2014 e intensificado após a invasão de 2022.
Por razões de segurança, a Ucrânia não promoveu grandes celebrações populares para marcar o Dia da Independência, devido ao risco elevado de ataques aéreos russos. No entanto, Kiev recebeu o presidente polonês Andrzej Duda e a primeira-ministra lituana Ingrida Simonyte em visitas-surpresa, demonstrando apoio internacional.
A moral ucraniana tem sido reforçada recentemente por avanços no conflito. A incursão ucraniana em território russo na região de Kursk em 6 de agosto renovou esperanças de uma mudança no curso da guerra. As forças ucranianas tomaram diversas localidades, enquanto as tropas russas continuam a avançar em Donbass, no leste da Ucrânia. Uma troca de prisioneiros de guerra, mediada pelos Emirados Árabes Unidos, também foi anunciada, beneficiando 230 pessoas, com 115 prisioneiros de cada lado.
*Com informações da RFI.








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