Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana expulsa vice-presidente por vínculo de emprego fantasma

Ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana é acusado de fraudar o INSS e o Sindicato ao manter vínculo trabalhista inexistente por mais de sete anos.
Ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana é acusado de fraudar o INSS e o Sindicato ao manter vínculo trabalhista inexistente por mais de sete anos.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana e Região (STIM) tomou uma medida drástica ao expulsar o vice-presidente da entidade, Josenilton Ferreira, conhecido como Cebola, após a descoberta de um vínculo de emprego fantasma. A decisão ocorreu após uma denúncia indicar que Josenilton, desde 2017, mantinha um contrato de trabalho fictício com uma suposta oficina, cujo vínculo permitia que ele se mantivesse vinculado ao sindicato e recebesse benefícios previdenciários por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Conforme as investigações conduzidas pelo corpo jurídico do STIM, a oficina na qual Josenilton alegava trabalhar jamais existiu. A denúncia inicial sugeria que a empresa, supostamente pertencente a um terceiro, era, na verdade, uma criação fictícia, com o próprio e-mail de Josenilton registrado na Receita Federal. Essa constatação foi o ponto de partida para uma investigação mais aprofundada, que revelou a inexistência da oficina e a natureza fraudulenta do vínculo empregatício. Tal vínculo permitiu que o ex-dirigente se beneficiasse indevidamente do auxílio por incapacidade temporária oferecido pelo INSS.

“A denúncia chegou até nós através de uma fonte confiável e indicava que a empresa com a qual o Josenilton mantinha vínculo empregatício, que acreditávamos ser uma oficina, nunca existiu de fato. Iniciamos uma apuração minuciosa dos fatos e concluímos que se tratava de uma empresa fantasma, registrada em nome de um terceiro, mas com o e-mail do próprio Josenilton cadastrado na Receita Federal”, afirmou a advogada do STIM, Williana Cavalari.

Ela acrescentou que “essa fraude vinha sendo praticada há pelo menos sete anos, desde 2017”.

A advogada também destacou que, mesmo que o vínculo fosse legítimo, a expulsão ocorreria, pois o estatuto do sindicato prevê a perda automática dos direitos associativos para aqueles que não pertencem à categoria metalúrgica.

“Nosso estatuto é claro ao determinar a perda automática dos direitos associativos daquele que não se encontra na base metalúrgica. Não havia outra medida a ser tomada pelo sindicato, senão o desligamento do ex-vice-presidente”, concluiu Cavalari.

Além do desligamento do ex-vice-presidente, o STIM encaminhou uma denúncia formal ao Ministério Público do Trabalho (MPT), à Gerência Regional do Trabalho e ao próprio INSS, para que as devidas providências sejam tomadas. A ação visa apurar responsabilidades e garantir que o esquema fraudulento seja devidamente investigado pelas autoridades competentes.

*As informações foram repassadas ao Jornal Grande Bahia nesta quinta-feira (22/08/2024).


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.