Agências humanitárias avaliam impactos da guerra em Gaza após 11 meses de conflitos

Conflitos em Gaza continuam a gerar desafios humanitários, com 2,2 milhões de palestinos sem acesso a alimentos e assistência essencial, segundo agências da ONU.
Conflitos em Gaza continuam a gerar desafios humanitários, com 2,2 milhões de palestinos sem acesso a alimentos e assistência essencial, segundo agências da ONU.

Após 11 meses de conflito ininterrupto na Faixa de Gaza, a situação humanitária na região continua a se deteriorar, segundo relatórios de agências internacionais divulgados nesta segunda-feira (09/09/2024). O Programa Mundial de Alimentos (PMA) revelou que 2,2 milhões de palestinos permanecem sem acesso a alimentos e assistência essencial para subsistência, agravando uma crise já alarmante.

As ordens de evacuação contínuas têm dificultado os esforços humanitários, conforme ressaltado pelo PMA, que reiterou seu apelo por um cessar-fogo imediato. A agência destacou que, apesar dos compromissos em fornecer ajuda, as ordens de evacuação têm atrapalhado a distribuição de suprimentos vitais, resultando no aumento das necessidades básicas da população.

Paralelamente, a situação educacional na Faixa de Gaza também foi severamente impactada. Cerca de 630 mil estudantes que deveriam ter retornado às escolas não o fizeram devido à violência persistente. Entre eles, 45 mil crianças de seis anos foram impossibilitadas de iniciar o primeiro ano escolar, segundo dados do Unicef. A maioria dessas crianças foi desalojada e enfrenta dificuldades diárias para garantir sua sobrevivência.

A guerra, que já resultou na morte de aproximadamente 40.972 pessoas e deixou outras 94.761 feridas, também causou o deslocamento forçado de cerca de 1,9 milhão de palestinos. Em Israel, pelo menos 1.139 pessoas perderam a vida desde os ataques iniciados pelo Hamas em outubro. Além disso, mais de 200 pessoas, entre israelenses e estrangeiros, foram feitas reféns.

Em resposta à situação, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, apelou para que a guerra seja encerrada com urgência, alertando para o risco de um conflito regional. Turk destacou a necessidade de respeitar o direito internacional, conforme estabelecido pela Corte Internacional de Justiça em sua opinião consultiva de julho.

A Agência da ONU para Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) continua a prestar serviços essenciais, como a vacinação contra a poliomielite, que beneficiará cerca de 150 mil crianças no norte de Gaza. Além disso, a Unrwa oferece apoio psicológico às crianças através de atividades recreativas, fundamentais para aliviar o estresse em meio à crise.

*Com informações da ONU News.


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