O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), realizou, nesta sexta-feira (20/09/2024), a “Operação Falta Grave”, com o objetivo de desarticular redes criminosas e combater práticas de corrupção dentro do sistema prisional. A operação foi deflagrada em cinco bairros de Salvador, com a participação do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), ambos vinculados ao MPBA.
Investigação e cumprimento de mandados
A operação resulta de uma investigação conduzida pelo MPBA, que apura a atuação de servidores públicos envolvidos em crimes de corrupção e associação com organizações criminosas. As autoridades judiciais expediram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos pelas equipes do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop), da Seap, e pelas forças da Ficco. O foco da operação são servidores da Seap, suspeitos de facilitar a atuação de facções criminosas dentro do sistema penitenciário.
Ações coordenadas e andamento da operação
A Operação Falta Grave, parte de um esforço integrado entre instituições estaduais e federais, busca combater a corrupção que compromete a integridade do sistema prisional e a segurança pública. As ações, deflagradas nas primeiras horas da manhã, mobilizaram diversas equipes operacionais para cumprir os mandados em cinco áreas específicas de Salvador. A Seap, que coordena o sistema prisional no estado, também participa ativamente da investigação, colaborando com o MPBA para identificar os servidores envolvidos e evitar o agravamento das infrações.
Contexto da operação
O MPBA, através de suas divisões especializadas, tem intensificado as ações de combate à corrupção e ao crime organizado no sistema penitenciário, diante do crescimento das atividades ilícitas nas unidades prisionais. A “Operação Falta Grave” é mais uma resposta das autoridades à necessidade de reforçar o controle e a fiscalização sobre a atuação dos servidores públicos no setor penitenciário. Novas informações sobre o andamento da operação e seus desdobramentos serão divulgadas à medida que os procedimentos avançarem.








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