O candidato à prefeitura de Camaçari, Luiz Caetano (PT), apresentou uma denúncia formal contra seu adversário Flávio Matos (União Brasil) e o prefeito, Elinaldo Araújo, alegando indícios de um esquema de compra de votos no primeiro turno das eleições municipais. De acordo com Caetano, há relatos de que a campanha de Matos teria utilizado transferências bancárias via PIX e distribuído dinheiro em espécie para influenciar o resultado eleitoral.
A denúncia foi protocolada junto à Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar, acompanhada de um pedido para que seja intensificada a fiscalização no segundo turno, que ocorrerá no domingo (27/10/2024). A coligação “Da Mudança”, que apoia Caetano, também entrou com uma representação na Justiça Eleitoral, exigindo que as autoridades investiguem as acusações de práticas ilegais e adotem medidas imediatas para evitar que novos casos ocorram.
Caetano destacou que essas práticas configuram uma grave ameaça à integridade do processo democrático, uma vez que a compra de votos distorce a vontade popular. Segundo ele, é essencial garantir um segundo turno livre de fraudes, com uma fiscalização rigorosa por parte das autoridades competentes, como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral.
“A compra de votos é uma afronta à democracia e não podemos permitir que o resultado seja comprometido por atos de corrupção. Precisamos de uma fiscalização intensa para assegurar um pleito justo”, afirmou.
A coligação de Caetano também informou que, além das transferências via PIX, há suspeitas de que grandes somas em dinheiro circularam no primeiro turno, o que comprometeria a lisura do processo eleitoral. Para evitar a repetição dessas irregularidades, o candidato solicitou que a população colabore denunciando práticas ilegais, reforçando a necessidade de um controle social efetivo durante o segundo turno. “É fundamental que cada cidadão seja fiscal do processo eleitoral, contribuindo para garantir eleições limpas e livres de qualquer interferência indevida”, afirmou Caetano.
A Justiça Eleitoral e as autoridades policiais estão analisando as denúncias e, até o momento, ainda não há um posicionamento oficial sobre as acusações feitas pela campanha de Caetano. Entretanto, a fiscalização no segundo turno promete ser mais intensa, visando assegurar a transparência do processo e a imparcialidade do resultado.









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