Na manhã desta segunda-feira (21/10/2024), foi deflagrada a Operação Angerona no Conjunto Penal de Feira de Santana (CPFS), o maior complexo penitenciário do estado da Bahia, que abriga cerca de 1.950 detentos distribuídos em 11 pavilhões. A operação, coordenada por diversas forças de segurança, visa controlar as comunicações entre internos e o exterior, interrompendo atividades criminosas organizadas dentro e fora da unidade prisional.
A operação é uma ação conjunta que envolve o Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), além de contar com a participação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e Secretaria da Segurança Pública (SSP/BA). A escolha do nome Angerona faz referência à deusa do silêncio, simbolizando a interrupção de comunicações ilícitas que possam facilitar o planejamento e execução de crimes a partir de dentro da unidade prisional.
Objetivos da Operação e repressão à comunicação ilícita
A Operação Angerona tem como foco central coibir atividades criminosas que possam ser articuladas de dentro do Conjunto Penal de Feira de Santana. A principal preocupação das autoridades é a comunicação entre os internos e agentes externos que possam estar envolvidos com facções criminosas e o tráfico de drogas. A operação visa também reforçar a segurança interna da unidade, garantindo que as ações dos detentos estejam sob monitoramento constante e que as atividades ilícitas sejam impedidas.
O Ministério Público da Bahia, por meio de seus grupos especializados, atua diretamente para garantir que as medidas judiciais sejam cumpridas e que o controle sobre as atividades do sistema prisional seja rigoroso. O Gaep está focado na execução das penalidades impostas aos detentos, enquanto o Gaeco busca desarticular possíveis organizações criminosas que operam dentro e fora do presídio.
Força-tarefa e estrutura da operação
A operação conta com a participação de mais de 250 policiais e agentes penitenciários, que trabalham em conjunto com diversas forças de segurança. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Superintendência de Gestão Prisional (SGP) atuam diretamente na coordenação das ações dentro da unidade, com o apoio do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop) e da Central de Monitoração Eletrônica de Pessoas (CMEP), responsável pela vigilância de detentos que fazem uso de monitoramento eletrônico.
Além das forças de segurança penitenciária, o contingente policial envolvido inclui unidades especializadas como a Companhia Independente de Polícia de Guarda (CIPG) de Feira de Santana, o Esquadrão de Polícia Montada, o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), a Rondesp-Leste, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer/PMBA) e a Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Leste). Equipes da Polícia Civil também participam da operação, contribuindo para as investigações e reforçando a segurança na área.
Importância e impacto da operação no sistema prisional
O Conjunto Penal de Feira de Santana é o maior presídio da Bahia e abriga um número significativo de detentos ligados a organizações criminosas. Operações como a Angerona são parte de um esforço contínuo das autoridades para manter o controle sobre o sistema prisional e impedir que crimes sejam articulados e executados de dentro das unidades prisionais.
A comunicação ilícita entre detentos e criminosos do lado de fora representa um dos maiores desafios para as forças de segurança. Por isso, a operação busca cortar essa ligação e enfraquecer o poder de organizações que podem utilizar os presídios como base de operações. Além disso, as autoridades visam garantir que o sistema prisional funcione de maneira ordenada e que os detentos cumpram suas penas sem a possibilidade de envolvimento em novas práticas criminosas.
A Operação Angerona reforça a presença do Estado nas unidades prisionais e é uma medida necessária para combater o crime organizado de forma eficaz, fortalecendo a segurança dentro e fora dos presídios. As autoridades seguirão monitorando as atividades do Conjunto Penal e podem deflagrar novas ações preventivas e repressivas caso sejam identificadas outras ameaças à ordem pública.
Principais dados sobre a Operação Angerona
Local:
- Conjunto Penal de Feira de Santana (CPFS): Maior unidade prisional da Bahia, com cerca de 1.950 presos.
Objetivos:
- Controle da comunicação ilícita entre internos e externos.
- Coibição de atividades criminosas originadas dentro do sistema prisional.
Participação de forças de segurança:
- Ministério Público da Bahia (MPBA): Gaep e Gaeco.
- Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
- Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
- Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA).
- Mais de 250 policiais e agentes penitenciários.
Unidades envolvidas:
- Policiais Penais do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop).
- Companhia Independente de Polícia de Guarda de Feira de Santana (CIPG).
- Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Rondesp-Leste, Grupamento Aéreo (Graer/PMBA).
- Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Leste).
- Equipes da Polícia Civil.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




