O cineasta, roteirista e escritor baiano Orlando Senna, uma das figuras centrais do cinema latino-americano, participa de uma série de eventos especiais em torno do lançamento de seu mais recente longa-metragem, “Longe do Paraíso”. As exibições ocorrem entre outubro e novembro de 2024, como parte de uma celebração de sua vasta contribuição ao cinema nacional. Nesta quarta-feira (23/10/2024), às 19h, no Estação Net Botafogo, Rio de Janeiro, o filme será exibido pela primeira vez em uma sala de cinema, contando com a presença do diretor e de membros da equipe para um bate-papo com o público após a sessão.
A agenda de lançamentos de “Longe do Paraíso” inclui ainda exibições na Bahia, marcadas para os dias 6 e 9 de novembro, no Cine Glauber Rocha e na Saladearte Cinema do MAM, respectivamente. Após essas exibições, o filme chega às salas de cinema em várias cidades do país, com sessões já confirmadas no Cine Metrópolis, em Vitória; Cinema do Dragão, em Fortaleza; Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre; e Cine Vitória, em Aracaju, a partir de 7 de novembro.
“Longe do Paraíso” é uma obra de ficção que explora o conflito entre dois irmãos, inspirado no mito bíblico de Caim e Abel, com a questão agrária brasileira como pano de fundo. O longa foi filmado na Chapada Diamantina e em Salvador, em 2018, com um elenco formado inteiramente por atores baianos, incluindo Emanuelle Araújo e Ícaro Bittencourt. A trama narra a história de Kim, um pistoleiro que recebe a missão de matar sua própria irmã, Bel, uma líder camponesa, em troca de escapar de sua própria execução.
A produtora do filme, Solange Moraes, destacou o longo processo de realização da obra, que levou 22 anos para ser concluída, e ressaltou a importância do filme para a reflexão sobre a luta pela reforma agrária no Brasil e no mundo. Ela afirma que “Longe do Paraíso” chega em um momento propício para fomentar discussões urgentes sobre a posse da terra e os conflitos que a envolvem.
Orlando Senna, diretor e roteirista do filme, é conhecido por sua carreira de destaque no cinema brasileiro, com uma obra que remonta aos anos 1960. Além de “Longe do Paraíso”, ele dirigiu outros marcos do cinema nacional, como o filme “Iracema, uma Transa Amazônica” (1974), considerado um dos mais premiados do país. Com um currículo que inclui mais de 30 filmes, Senna foi também coordenador da Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba e secretário do Audiovisual no Ministério da Cultura.
Após um período longe das câmeras, Senna retornou à direção com três produções recentes: os documentários “Idade da Água” (2018) e “Sol da Bahia” (2019), além do próprio “Longe do Paraíso”. O filme foi produzido pela Araçá Filmes, com distribuição da Borboletas Filmes, empresa comandada pela cineasta Camila de Moraes, que busca dar visibilidade a narrativas oriundas de vivências pessoais e coletivas.
“Longe do Paraíso” foi contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, que visa promover ações emergenciais de apoio ao setor cultural, em conformidade com a Lei Complementar nº 195/2022.
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