O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou na sexta-feira (01/11/2024) ação na Penitenciária I José Parada Neto, em Guarulhos, São Paulo, como parte do Projeto Mentes Literárias – da Magia dos Livros à Arte da Escrita. A iniciativa, que visa à remição de pena pela leitura, conta com apoio do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP), da Editora Giostri e da empresa Socializa Brasil. Durante o evento, foram promovidas atividades de leitura e escrita, oficinas literárias e qualificação de acervos em bibliotecas da unidade prisional.
Abertura do evento e visão do CNJ
O conselheiro José Rotondano, supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e idealizador do projeto, ressaltou o objetivo do CNJ de ampliar o acesso à leitura no sistema prisional, com respaldo da Resolução CNJ nº 391/21, que permite a remição de pena por meio de atividades de leitura. Rotondano destacou a importância da ressocialização e a necessidade de um Judiciário que apoie as populações mais vulneráveis, proporcionando um ambiente de transformação para pessoas privadas de liberdade.
A conselheira do CNJ, Renata Gil, também presente na cerimônia, enfatizou que o projeto busca expandir as perspectivas dos detentos e promover uma transformação social esperada pela sociedade. O corregedor-geral da Justiça de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, complementou que a maioria das unidades prisionais do estado já conta com bibliotecas, e que o Projeto Mentes Literárias agrega atividades como expressão oral e produção textual, ampliando as possibilidades de desenvolvimento pessoal dos reeducandos.
Atividades do projeto e lançamento de obra literária
As atividades iniciaram-se com uma roda de conversa sobre o livro “Violência”, contando com a presença do autor Fernando Bonassi e do professor Everaldo Carvalho, colaborador do CNJ. A discussão abordou o tema da violência e sua ressignificação, além de questões de ética e direitos. Em seguida, o ator Marcelo Galdino conduziu uma apresentação musical e a leitura de poesias escritas por reeducandos, que expressaram seus sentimentos e reflexões sobre a vida reclusa.
O evento também incluiu o lançamento do livro “Assédio – das violações e consequências”, obra coletiva organizada por Marcelo Galdino e Alex Giostri, com a presença de 20 reeducandos coautores. A cerimônia de lançamento incluiu uma sessão de autógrafos, onde exemplares foram entregues a familiares e autoridades presentes.
Encerramento com apresentação musical
O coral “Cantando a Liberdade”, composto por cerca de 200 reeducandos, encerrou o evento com uma apresentação musical, interpretando canções como “Maria, Maria” e “Versos Simples”. A atividade cultural foi apoiada pela Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), que colabora com o CNJ na promoção de ações culturais e educativas voltadas à ressocialização.










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