O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, destacou as diferenças entre as gestões do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Em entrevista concedida nesta terça-feira (19/11/2924) à Cardeal FM/ Rádio Excelsior, Valadares elogiou a atuação de Jerônimo junto à população e criticou o estilo mais reservado atribuído ao ex-prefeito. Segundo o dirigente, essas abordagens opostas refletem visões de gestão distintas e explicam, em parte, a derrota de Neto na eleição estadual de 2022.
Valadares ressaltou que Jerônimo Rodrigues tem priorizado o contato direto com prefeitos, deputados e a população, contrastando com a prática de governar a partir de um gabinete.
“Jerônimo passa esses dois anos governando ao lado do povo. Você não acha Jerônimo no ar-condicionado do gabinete. Você acha que Jerônimo é na rua, fazendo entrega, visitando obra, vistoriando, estando ao lado do povo”, afirmou.
O dirigente também destacou que o governador já visitou mais de 300 cidades, reforçando a presença do Estado em áreas remotas.
Ainda segundo Valadares, Jerônimo Rodrigues associa seu estilo de governança às origens no interior da Bahia, especificamente em Aiquara, na região do Rio de Contas. Ele enfatizou que essa vivência influenciou o compromisso do governador com a descentralização administrativa.
“Quem é do interior sabe a importância disso, do que é ter um governador na sua cidade, do que é você poder olhar no olho do governador e fazer o pedido direto para ele”, pontuou.
O presidente do PT da Bahia também fez críticas ao discurso de ACM Neto, apontando a ausência de propostas concretas como um dos fatores que contribuíram para sua derrota em 2022.
“Dizia que a Bahia tinha a pior saúde do Brasil, a pior segurança pública. Não me lembro de nenhuma proposta que ele fez para a saúde e para a educação da Bahia. Não tinha, e por isso que ele perdeu”, declarou.
Valadares concluiu afirmando que o ex-prefeito mantém uma postura unidimensional, centrada em temas relacionados à segurança pública.
Por fim, Valadares reafirmou que a abordagem de Jerônimo Rodrigues, voltada para o contato direto com a população, reflete uma estratégia de construção coletiva de políticas públicas, em oposição ao que chamou de “centralismo de gabinete” atribuído a ACM Neto.







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