O governo federal revelará nesta quarta-feira (27/11/2024) um pacote de medidas focado em cortes de gastos, que inclui medidas contra supersalários no serviço público e a criação de um imposto sobre grandes fortunas. O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista coletiva na qual detalhou a criação de 132,7 mil postos de trabalho em outubro. Marinho adiantou que o pacote virá com uma série de propostas, entre elas a tributação sobre super-ricos e a revisão de supersalários.
O ministro confirmou a intenção do governo de combater o aumento de gastos no serviço público, destacando que as novas medidas incluem a imposição de tributos sobre grandes fortunas, conforme já discutido nas últimas semanas. Embora o pacote tenha gerado expectativas sobre o possível aumento da correção na tabela do Imposto de Renda, Marinho foi vago nas declarações, limitando-se a afirmar que “tudo está incluído”. Quanto a outras alterações, como as regras para o seguro-desemprego, Marinho afirmou que não haverá mudanças substanciais, embora tenha mencionado que o tema chegou a ser discutido, mas não avançou no pacote atual.
Em relação ao abono, o ministro não confirmou nem negou eventuais mudanças, destacando que o foco do pacote será em medidas de contenção de despesas públicas. O anúncio oficial ocorrerá às 20h30 de hoje, em cadeia nacional de rádio e TV, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com mais detalhes sendo divulgados em entrevista coletiva na quinta-feira (28).
Marinho, que anteriormente havia afirmado que pediria demissão caso o Ministério do Trabalho não fosse ouvido na formulação do pacote, afirmou que mudou de posição após participar ativamente dos debates sobre as medidas. “Hoje, posso dizer que minhas ‘impressões digitais’ estão nas medidas”, afirmou, destacando sua participação na elaboração das propostas.
Na segunda-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o pacote também incluirá reformas na previdência dos militares, além de ajustes no Vale Gás e restrições aos supersalários no funcionalismo público federal. A medida faz parte dos esforços do governo para equilibrar o crescimento das despesas com as receitas, em conformidade com o arcabouço fiscal em vigor, que limita o crescimento real das despesas públicas.
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