O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, no sábado (16/11/2024), no Rio de Janeiro, do encerramento da Cúpula do G20 Social. Pela primeira vez na história do fórum, grupos da sociedade civil tiveram espaço para debater e consolidar propostas a serem encaminhadas aos chefes de Estado. Lula recebeu o documento final com recomendações para promover transformações nas áreas de combate à pobreza, mudanças climáticas e reforma da governança global.
“Este é um momento histórico para mim e para o G20. Ao longo deste ano, o grupo ganhou um terceiro pilar, que se somou aos pilares político e financeiro: o pilar social, construído por vocês. Aqui tomam forma a expressão e a vontade coletiva, motivadas pela busca de um mundo mais democrático, justo e diverso”, afirmou o presidente.
Demandas Estruturadas em Três Pilares
O documento final da Cúpula do G20 Social foi estruturado em três eixos principais:
- Combate à fome, pobreza e desigualdade: Reforça a necessidade de avançar na tributação de grandes fortunas e na implementação de programas globais de redução da insegurança alimentar.
- Enfrentamento às mudanças climáticas e transição justa: Propõe compromissos concretos para mitigar emissões de gases de efeito estufa, proteger ecossistemas tropicais e criar fundos internacionais de apoio às comunidades afetadas.
- Reforma da governança global: Exige a ampliação da representatividade em instituições como a ONU, destacando a urgência de reformular o Conselho de Segurança para incluir países em desenvolvimento.
Essas demandas foram formuladas com a contribuição de grupos historicamente marginalizados, como mulheres, indígenas, negros e comunidades tradicionais.
Participação Internacional e Apoio ao Pilar Social
Representantes internacionais, como o ministro das Relações Internacionais da África do Sul, Ronald Lamola, destacaram a relevância do modelo brasileiro para inspirar futuras presidências do G20. “Na África do Sul, aprendemos com a experiência de vocês. A sociedade civil é um motor vital que conecta os países do G20 todos os dias”, afirmou Lamola, cujo país assumirá a presidência do grupo em 2025.
Tawakkol Karman, ativista e vencedora do Nobel da Paz, enfatizou a necessidade de liderança na proteção da democracia, dos direitos humanos e da igualdade global. Ela ressaltou que combater as disparidades entre ricos e pobres é essencial para construir a paz.
Impacto e Expectativas para o Futuro
Com mais de 50 mil participantes, o G20 Social estabeleceu um marco de engajamento na presidência brasileira do fórum. Lula indicou que as contribuições da sociedade civil serão levadas à Cúpula de Líderes do G20, marcada para os dias 18 e 19 de novembro, e enfatizou a importância de manter o pilar social como parte integral do G20 em futuras presidências.
O presidente também reforçou o papel da mobilização social em eventos globais planejados para 2025, como a Cúpula do BRICS e a COP 30, ambas a serem realizadas no Brasil.

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