Punhal Verde e Amarelo: Plano para matar presidente Lula envolve ex-membros do Governo Bolsonaro; PF deflagou Operação Contragolpe

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, afirmou que o plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “só não ocorreu por um detalhe”. A declaração foi dada durante uma conversa com a imprensa no Rio de Janeiro, onde o ministro estava participando de eventos do G20. Pimenta comentou sobre a operação da Polícia Federal (PF), que ocorreu na terça-feira (19/11/2024) e revelou detalhes graves sobre uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo membros do governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro.

Operação da Polícia Federal: Prisões e Detalhes da Conspiração

Nesta terça-feira (19/11/2024), a Operação Contragolpe deflagrada pela Polícia Federal resultou na prisão de cinco investigados. Entre os detidos estão oficiais do Exército, da Polícia Federal e outros membros das forças armadas, implicados em um plano que visava a execução de um atentado contra os principais líderes do país. Os detidos incluem o tenente-coronel Hélio Ferreira de Lima, o general da reserva Mário Fernandes, o major Rafael Martins de Oliveira, o policial federal Wladimir Matos Soares e o oficial Rodrigo Bezerra Azevedo. Todos foram identificados por suas conexões com operações especiais do Exército, e suas ações estão sendo analisadas sob a perspectiva de um plano para executar um golpe contra o governo recém-empossado.

De acordo com Pimenta, os envolvidos no esquema de golpe estavam preocupados em realizar a ação antes da posse oficial do presidente Lula e do vice-presidente Alckmin. No entanto, o plano foi alterado após a diplomação dos líderes, e a tentativa de assassinato foi adiada para o dia 15 de dezembro. A investigação aponta que, além do assassinato de Lula e Alckmin, o objetivo era sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua atuação nas eleições e nas disputas envolvendo a Justiça Eleitoral.

Plano de Golpe: Conexões com o 8 de Janeiro e a Participação de Forças Especiais

Pimenta reforçou que o plano de assassinato estava vinculado a um projeto maior de golpe de Estado, cujas raízes remontam aos eventos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. O ministro destacou que os mesmos indivíduos que financiaram e participaram das manifestações antidemocráticas também estavam envolvidos nas tentativas de assassinato e na conspiração para interromper a posse dos eleitos. Ele também mencionou o caso da tentativa de explosão de um caminhão próximo ao aeroporto de Brasília, ocorrido em janeiro, que estava relacionado aos mesmos grupos.

Além disso, Pimenta abordou a participação dos chamados “kids pretos”, membros das forças especiais do Exército, no planejamento do golpe. Ele explicou que havia um temor entre os conspiradores de que a ação fosse frustrada se não fosse realizada antes da posse, sendo esse o motivo de sua aceleração.

Investigações e Consequências: A Necessidade de Justiça

A operação da Polícia Federal trouxe à tona elementos novos sobre a tentativa de golpe e o papel de membros do governo anterior e das forças armadas. Pimenta afirmou que a investigação precisa ser aprofundada para identificar todos os responsáveis pela tentativa de subverter a ordem democrática. Ele ressaltou que as prisões demonstram a gravidade do ocorrido, desmentindo a ideia de que os eventos de 8 de janeiro e outros atos criminosos poderiam ser considerados apenas manifestações democráticas.

O ministro também comentou sobre a posição do governo em relação à anistia. Ele foi enfático ao afirmar que qualquer tentativa de anistiar os envolvidos em ataques à democracia não seria aceitável. Segundo Pimenta, todos os envolvidos devem ser responsabilizados por suas ações, e a impunidade não pode ser tolerada, para que a democracia brasileira seja preservada.

O Papel do G20 e da Segurança Nacional

Em relação à segurança do evento do G20, que estava sendo realizado no Rio de Janeiro, Pimenta tranquilizou a imprensa, afirmando que não havia risco em relação à presença de alguns dos investigados nos esquemas de segurança. Ele afirmou que a Polícia Federal e os órgãos de segurança pública seguem protocolos rigorosos para garantir a integridade do evento. A presença de agentes de segurança no evento não implicava em riscos à segurança da Cúpula, e todas as medidas estavam sendo tomadas para manter a ordem.

Principais informações sobre o esquema Punhal Verde e Amarelo e a Operação Contragolpe

  1. Plano de Golpe e Tentativa de Assassinato
    • Alvos: Presidente Lula, vice-presidente Alckmin e ministro Alexandre de Moraes.
    • Data planejada para execução: Inicialmente antes da posse, com a ação reprogramada para 15 de dezembro.
    • Objetivo: Assassinato e sequestro de autoridades da República.
  2. Prisões Realizadas
    • Prisões: 5 investigados, incluindo membros das forças armadas e Polícia Federal.
    • Detidos: Tenente-coronel Hélio Ferreira de Lima, General Mário Fernandes, Major Rafael Martins de Oliveira, Policial Federal Wladimir Matos Soares, Oficial Rodrigo Bezerra Azevedo.
  3. Operações Especiais e Conexões
    • Participação de membros das forças especiais do Exército.
    • Relacionamento com os eventos de 8 de janeiro e manifestações antidemocráticas.
  4. Posição do Governo e Justiça
    • Declarações contra a anistia e impunidade para envolvidos.
    • A operação da PF e a investigação devem ser levadas até as últimas consequências.
  5. Segurança no G20

    • Ameaças à segurança: Nenhum risco identificado, conforme protocolos de segurança em vigor.

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