A qualidade das rodovias federais brasileiras alcançou um patamar histórico em outubro de 2024, atingindo 75,1% de estradas classificadas como “boas”. Este índice é o mais alto registrado desde o início da série histórica do Ministério dos Transportes e é resultado da ampliação dos investimentos em infraestrutura viária no Brasil. Entre janeiro de 2023 e outubro de 2024, mais de R$ 26 bilhões foram destinados para manutenção, conservação e construção de estradas, contribuindo para a notável melhoria das condições de tráfego nas rodovias federais.
O Índice de Condição de Manutenção (ICM), que mede a qualidade das estradas, é calculado periodicamente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Utilizando câmeras de alta precisão e suportado por inteligência artificial, o ICM oferece um diagnóstico detalhado e imparcial da malha viária, permitindo uma análise minuciosa de cada quilômetro de estrada. O sistema de apuração foi desenvolvido pelo Labtrans da Universidade Federal de Santa Catarina e validado cientificamente, o que confere ao índice uma base sólida e confiável.
Em relação às condições mais precárias das rodovias, o índice aponta uma significativa redução. Em dezembro de 2022, 11% das rodovias federais eram classificadas como “péssimas”. Já em outubro de 2024, esse número caiu para apenas 1,8%. A meta do DNIT é eliminar completamente as rodovias em condições insuficientes, demonstrando um compromisso contínuo com a melhoria das vias do país.
De acordo com Fabrício Galvão, diretor-geral do DNIT, os investimentos proporcionaram uma significativa recuperação das rodovias.
“A disponibilidade de recursos ao longo de 2023 e 2024 possibilitou a execução de licitações para os trechos que estavam sem manutenção rotineira, o que garantiu que 100% da malha fosse atendida”, afirmou.
A recuperação das estradas não só melhorou a qualidade das rodovias, mas também gerou um impacto positivo na percepção dos motoristas.
Região Centro-Oeste lidera
Analisando os dados regionais, a região Centro-Oeste lidera o ranking nacional, com 80,5% de suas rodovias em boas condições, representando cerca de 7,3 mil quilômetros de estradas. O Norte e o Nordeste, por sua vez, apresentaram uma evolução expressiva, com 77,7% e 77,2% das estradas classificadas como boas, respectivamente, comparado a 46% e 54,2% em dezembro de 2022. Este crescimento substancial reflete os investimentos focados na melhoria da infraestrutura rodoviária dessas regiões.
Avanços notáveis na Bahia
Na Bahia, um dos estados com a maior extensão de rodovias, os avanços foram notáveis. A malha viária do estado, que soma 6.720 km de rodovias federais, passou de 46,1% para 79% de estradas classificadas como boas entre dezembro de 2022 e outubro de 2024. Esse aumento expressivo é reflexo dos investimentos realizados no estado, que garantiram melhorias significativas na mobilidade e segurança das vias baianas. Outros estados com grandes malhas viárias, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará e Mato Grosso, também registraram crescimento considerável no índice de estradas boas, com destaque para o Pará, que passou de 54% para 85% em bom estado.
Outros estados
Além dos avanços nas grandes regiões e estados, o ICM também revelou progressos significativos em estados como Acre, Amazonas, Amapá, Sergipe, Maranhão e Santa Catarina. Em dezembro de 2022, essas unidades da federação apresentavam índices de qualidade das rodovias abaixo de 40%, mas, no levantamento atual, esses estados superaram a marca de 50%, com alguns chegando a mais de 70%.
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