A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,4% no terceiro trimestre de 2024, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, nesta sexta-feira (22/11/2024). Este é o menor índice para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012, e representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,9%) e de 1,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2023 (7,7%).
De acordo com William Kratochwill, analista do IBGE, a redução reflete o ciclo de contratações do segundo semestre, especialmente no setor industrial, que registrou acréscimo de mais de 400 mil postos de trabalho no período. A recuperação foi observada em sete das 27 unidades da Federação, enquanto as demais não apresentaram variações estatisticamente significativas. As maiores taxas de desocupação foram verificadas em Pernambuco (10,5%), Bahia (9,7%) e Distrito Federal (8,8%), enquanto Rondônia (2,1%), Mato Grosso (2,3%) e Santa Catarina (2,8%) registraram os menores índices.
O levantamento apontou redução acima de 10% em todas as faixas de tempo de procura por trabalho. O número de pessoas buscando emprego há dois anos ou mais caiu para 1,5 milhão, o menor nível para um terceiro trimestre em uma década. Segundo Kratochwill, este fenômeno reflete o impacto direto do aquecimento econômico na redução do tempo médio de busca por ocupação.
Em termos de rendimento, houve estabilidade no rendimento médio real em relação ao segundo trimestre de 2024, mas crescimento nas regiões Nordeste (R$ 2.216), Sudeste (R$ 3.656) e Sul (R$ 3.577) na comparação com o terceiro trimestre de 2023. A massa de rendimento médio real do trabalho chegou a R$ 327,7 milhões, um aumento em relação ao ano anterior (R$ 305,8 milhões).
Quanto à segmentação por gênero, a taxa de desocupação foi de 5,3% para os homens e 7,7% para as mulheres. Por raça ou cor, os índices foram de 5,0% para brancos, 7,6% para pretos e 7,3% para pardos. A análise por nível de instrução evidenciou maior desocupação entre pessoas com ensino médio incompleto (10,8%), enquanto aqueles com nível superior completo apresentaram o menor índice (3,2%).
No setor formal, 73,1% dos empregados tinham carteira assinada, com Santa Catarina (87,3%) e Piauí (49,2%) marcando os extremos. A taxa de informalidade, calculada considerando empregados sem registro formal, foi de 38,8%, com Pará (56,9%) e Santa Catarina (26,8%) apresentando as maiores e menores proporções, respectivamente.
A pesquisa destaca a relevância do cenário econômico favorável para a geração de empregos e melhoria da qualidade do trabalho, mas ressalta que as disparidades regionais e os desafios ligados à informalidade ainda persistem como questões estruturais.

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