Feira Gastronômica em Salvador celebra os sabores da obra de Jorge Amado

O Pelourinho, em Salvador, recebe o Festival "Uma Casa de Palavras", que celebra a gastronomia presente na obra de Jorge Amado. O evento, que ocorre até o sábado, 14, inclui uma feira gastronômica, apresentações musicais e a reinauguração da Fundação Casa de Jorge Amado. A programação resgata os sabores que permeiam os romances do escritor, como o acarajé, o vatapá e a moqueca, em uma homenagem à culinária baiana.
O festival, que acontece no Pelourinho, destaca a conexão entre a literatura de Jorge Amado e a gastronomia baiana, com comidas inspiradas em suas obras e a participação de vendedores locais.

A gastronomia sempre esteve presente na obra de Jorge Amado, refletindo a diversidade e os sabores da Bahia. Os personagens do escritor frequentemente interagem com pratos típicos, e é através da comida que muitas de suas histórias se desenrolam, criando uma conexão entre o ato de comer e as relações humanas. Personagens como Tieta, Dona Flor e Gabriela são retratados em momentos culinários, mostrando a importância da comida como expressão de afeto e tradição.

Em um de seus livros, “Os Subterrâneos da Liberdade”, Paloma Jorge Amado, filha do escritor, revela uma história que exemplifica essa conexão entre comida e saudade. Ao recordar um episódio de sua pesquisa para o livro “As Frutas de Jorge Amado”, ela menciona um diálogo entre a personagem Mariana e um dirigente comunista, que, após discutir política, convida a personagem a provar um vatapá, prato que Jorge Amado, exilado na Tchecoslováquia, não podia saborear. Este episódio, segundo Paloma, reflete o profundo vínculo do escritor com os sabores da Bahia.

Para ressaltar essa ligação entre a gastronomia e a literatura de Jorge Amado, foi realizado o Festival “Uma Casa de Palavras”, em Salvador, na Fundação Casa de Jorge Amado, que passou por reformas e reabriu ao público em 12 de dezembro. O festival, que ocorre até 14 de dezembro no Largo do Pelourinho, oferece uma programação diversificada com música, literatura e gastronomia, reunindo pratos típicos da culinária baiana que marcaram os romances do escritor.

Uma das atrações mais procuradas do evento é a barraca de acarajé de Dona Dica, que vende o prato há 30 anos em frente à fundação. Dona Dica, com 65 anos de idade, compartilha que Jorge Amado era frequentador assíduo de sua barraca e que, mesmo sendo diabético, gostava de comer suas cocadas. O sucesso de seu acarajé é atribuído à sua habilidade em manter os sabores autênticos e à dedicação no preparo, algo que é destacado por aqueles que param para saborear seus produtos.

O festival também oferece apresentações musicais, como o show de Gerônimo, no dia 13 de dezembro, e uma programação especial para o público infantil, com o grupo PUMM-Por Um Mundo Melhor, no dia 14. A feira gastronômica do evento conta com a participação de moradores do Centro Histórico, que oferecem não apenas comidas típicas, mas também a valorização dos saberes e fazeres tradicionais da comunidade local.

*Com informações da Agência Brasil.


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