Fotógrafo brasileiro recebe menção honrosa em concurso da ONU pelos registros do Candomblé

O fotógrafo André Fernandes foi premiado com uma menção honrosa no Concurso Internacional de Artistas Minoritários 2024, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. Na cerimônia de premiação, que aconteceu no dia 27 de novembro, o artista brasileiro foi reconhecido por seu trabalho fotográfico intitulado “Orixás”. A obra é uma celebração das divindades do Candomblé, religião de matriz africana que Fernandes registra há mais de dez anos.

O ensaio, produzido em 2014 no Terreiro Ilê Axé Alaketu, em Salvador, foi realizado com a autorização do pai de santo, e o processo de produção durou vários meses. Nas imagens, o fotógrafo captura a intensidade das celebrações, as vestimentas e os corpos dos participantes durante as festividades do Candomblé, evidenciando a riqueza da religiosidade e da cultura afro-brasileira.

Em sua fala na sede do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, André Fernandes destacou a importância de seu trabalho no contexto da promoção da diversidade e do respeito à religião.

“Eu desejo, com essas fotografias, mostrar a força do Candomblé e a beleza dessa religião no sentido mais amplo e potente da palavra, e que a diversidade não seja apenas tolerada, mas totalmente respeitada e celebrada”, afirmou.

O Concurso Internacional de Artistas Minoritários 2024 selecionou apenas oito artistas de todo o mundo para exibir suas obras em Genebra e participar da premiação. Além do prestígio, o prêmio possibilitou a Fernandes o estabelecimento de novas conexões com outros artistas. O fotógrafo também refletiu sobre a relevância da arte no combate à intolerância religiosa, destacando que a arte pode ser uma ferramenta poderosa para a promoção dos direitos humanos.

“Conhecer mais sobre a estrutura da ONU faz pensar como usar ainda mais a arte para falar de direitos humanos, para dar mais visibilidade para as minorias e perceber que a gente tem muito mais a contribuir com a diminuição do preconceito contra religiões de matrizes africanas”, concluiu.


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