Em 2024, as temperaturas globais alcançaram um marco alarmante, registrando uma média de 1,55 °C acima do período pré-industrial (1850-1900). Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), este foi o primeiro ano a ultrapassar temporariamente o limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris. O fenômeno reflete uma sequência de temperaturas recordes na última década, com os últimos 10 anos figurando entre os mais quentes desde o início dos registros, em 1850.
Alerta da ONU sobre a crise climática
António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, enfatizou que o aquecimento global é um fato indiscutível e que os anos que ultrapassam o limite de 1,5 °C não significam o fracasso imediato da meta de longo prazo. Guterres reforçou a necessidade de ações climáticas mais ambiciosas e pediu que governos atualizem seus planos para limitar o aquecimento global de longo prazo.
Em sua declaração, Guterres destacou que a temperatura global recorde foi um reflexo do colapso climático, intensificando eventos climáticos extremos que causaram danos significativos à vida humana e aos meios de subsistência. Ele sublinhou que ainda há tempo para evitar o pior da catástrofe climática, mas é necessário agir de forma decisiva.
Impactos da queima de combustíveis fósseis
O principal fator para o aumento das temperaturas é atribuído à queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural. A comunidade científica alerta que, sem a transição para fontes de energia renováveis, os danos ao meio ambiente e à sociedade continuarão a se intensificar. Volker Turk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, destacou que a falta de ação para mitigar o aquecimento global representa uma ameça direta à vida e pediu a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis.
Tendência de alta na última década
A OMM consolidou os dados de seis conjuntos internacionais para confirmar que os últimos 10 anos foram os mais quentes já registrados. Essa tendência reflete a gravidade da crise climática e exige ações imediatas e efetivas. Além disso, a agência destacou que a margem de erro na análise de 2024 é de apenas 0,13 °C, corroborando a precisão dos dados apresentados.
O recorde de 2024 ressalta a urgência de medidas para evitar novos impactos desastrosos no futuro. Cientistas e líderes políticos reforçam que, para mitigar os efeitos do aquecimento global, é indispensável a redução drástica das emissões de gases de efeito estufa e o investimento em soluções sustentáveis.
*Com informações da ONU News.
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