Donald Trump tomou posse como o 47º presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20/01/2025), prometendo combater o que chamou de “anos de traição e declínio”. Em discurso marcado por temas nacionalistas, ele anunciou medidas de endurecimento na imigração, revisão de políticas de diversidade e ambições no campo espacial, consolidando sua narrativa de “resgate nacional” com forte apoio do Congresso de maioria republicana.
Cerimônia e discurso de posse
A posse de Donald Trump ocorreu na Rotunda do Capitólio em meio a um forte esquema de segurança e frio extremo, que transferiu o tradicional desfile da Avenida Pensilvânia para o interior da Capital One Arena. Trump prestou juramento às 12h01, em cerimônia conduzida pelo Chefe de Justiça John Roberts.
Em seu discurso, Trump declarou que o dia marcava o “renascimento da América”. Ele enfatizou planos de declarar emergência na fronteira sul, bloqueando entradas ilegais e promovendo a deportação de imigrantes considerados irregulares. A retórica incluiu críticas ao governo anterior, de Joe Biden, que Trump acusou de ineficiência na gestão de desastres naturais e nas políticas externas.
“Hoje iniciamos a reconstrução do nosso país, priorizando a segurança de nossas fronteiras, o fortalecimento da economia e o fim de políticas que enfraqueceram nossa identidade nacional”, afirmou Trump.
Planos de imigração e diversidade
O combate à imigração ilegal foi um dos pontos centrais do discurso. Trump destacou que interromperá todas as entradas irregulares e iniciará o retorno de milhões de imigrantes. Ele anunciou a intenção de classificar grupos criminosos, como o venezuelano Tren de Aragua e o salvadorenho MS-13, como organizações terroristas, permitindo sua expulsão imediata do território americano.
No âmbito interno, Trump afirmou que emitirá ordens executivas para acabar com programas federais de diversidade, determinando que apenas os gêneros atribuídos ao nascimento sejam reconhecidos pelo governo federal. Essa medida, segundo ele, visa simplificar as políticas públicas e atender às demandas de parte significativa de sua base eleitoral.
Relações internacionais e parcerias empresariais
Entre os temas de política externa, Trump mencionou a recuperação do controle do Canal do Panamá e o renomeio do Golfo do México para “Golfo da América”. Essas declarações geraram reações entre líderes globais, mas foram aplaudidas por apoiadores. Ele também anunciou que enviaria astronautas para plantar a bandeira dos Estados Unidos em Marte, uma meta ambiciosa que recebeu apoio público do empresário Elon Musk, presente à cerimônia.
No campo empresarial, Trump demonstrou alinhamento com líderes tecnológicos, incluindo Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, que ocuparam posições de destaque durante a cerimônia. As alianças sugerem uma tentativa de consolidar apoio no setor econômico para impulsionar seus projetos de infraestrutura e inovação.
Resposta internacional e desafios globais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, enviou nota oficial cumprimentando Trump e destacando o desejo de manter relações bilaterais fortes em áreas como comércio, ciência e cultura. Lula afirmou que as parcerias entre Brasil e Estados Unidos devem avançar sob o novo governo americano.
Enquanto isso, líderes de outras nações expressaram preocupação com a retórica protecionista de Trump e com as possíveis mudanças nas alianças lideradas pelos EUA. O novo presidente já indicou que revisará os acordos comerciais com Canadá, China e México, o que pode impactar economias interdependentes.
Impacto interno e legado
Com o apoio de maiorias republicanas nas duas casas do Congresso, Trump terá liberdade para implementar sua agenda. Seus planos incluem substituir funcionários apartidários por leais escolhidos a dedo, o que representa uma ruptura com práticas institucionais anteriores. Essa estratégia pode ampliar sua base de apoio político, mas também deve enfrentar resistências legais e institucionais.
Além disso, o novo governo inicia sob o peso de uma campanha marcada por polarização e aumento da violência política. A cerimônia de posse contou com protestos de grupos opostos, como os Proud Boys e contramanifestantes, separados pela polícia no centro de Washington.
Joe Biden perdoa lideranças para protegê-las de retaliações sob Governo Trump
Nos momentos finais de sua presidência, Joe Biden concedeu perdão preventivo a líderes e agentes públicos visados por Donald Trump, incluindo o general Mark Milley, a ex-congressista Liz Cheney e o médico Anthony Fauci. A medida visa protegê-los contra investigações e retaliações políticas relacionadas à gestão da pandemia de covid-19 e à invasão do Capitólio em 2021. Biden argumentou que os perdões são uma defesa contra processos injustificados, sem implicar culpa dos beneficiários. A decisão gerou críticas de Trump e seus aliados.
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