Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta quarta-feira (22/01/2025), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo federal irá implementar medidas para reduzir os preços dos alimentos no mercado interno. Segundo Costa, a iniciativa tem como base a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a questão como prioridade na primeira reunião ministerial de 2025.
“Vamos realizar encontros com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda para consolidar um conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, disse o ministro.
Ele também mencionou que reuniões com produtores serão agendadas em breve para definir as ações específicas a serem adotadas.
Fatores que impactam os preços
Rui Costa ressaltou que condições climáticas adversas em 2024, incluindo secas severas e chuvas excessivas em diversas regiões do país, comprometeram a produção de alimentos como o arroz, levando à elevação dos preços.
“Com menos oferta e mais demanda, os preços inevitavelmente aumentam”, explicou.
O ministro também destacou que o aumento do poder aquisitivo e a expansão das exportações têm exercido pressão sobre os valores dos produtos alimentícios no mercado interno, apontando a necessidade de monitoramento constante e intervenções pontuais.
Resultados e expectativas
Costa enfatizou que a gestão atual tem apresentado resultados positivos em várias áreas, como construção de casas, escolas, creches e hospitais, além do aumento no número de cirurgias e exames. Segundo ele, os índices de desempenho são superiores aos registrados no governo anterior, indicando avanços significativos.
Renegociação de dívidas estaduais
Outro tema abordado foi o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que visa flexibilizar as condições para liquidação de débitos bilionários dos estados com a União. A medida prevê descontos e reduções de juros mediante contrapartidas como investimentos em educação e saneamento.
Rui Costa explicou que a sanção do projeto atendeu a um pedido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e busca viabilizar o pagamento regular das dívidas. Contudo, ele defendeu o veto presidencial a trechos que envolviam débitos contraídos por estados com bancos privados e internacionais.
“Não cabe ao povo brasileiro arcar com essas responsabilidades”, afirmou.
Atualmente, os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul concentram 90% do montante total de R$ 765 bilhões em débitos.
Compromisso com a comunicação transparente
O ministro também abordou a importância de combater a desinformação.
“Hoje, as pessoas questionam se uma notícia é verdadeira ou não. Por isso, o presidente nos orientou a priorizar a comunicação precisa, garantindo que a verdade chegue antes das mentiras”, declarou.
Costa ainda criticou o uso de redes digitais para disseminar calúnia e pânico, reforçando que o governo se compromete com decisões orientadas pelo bem-estar da população.
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