Liderança em sustentabilidade e energia solar podem posicionar Feira de Santana como Capital do Semiárido Brasileiro, diz Eduardo Athayde

O semiárido brasileiro, que corresponde a 18,2% do território nacional e abriga aproximadamente 24 milhões de habitantes, apresenta uma combinação singular de desafios climáticos e potenciais de desenvolvimento. Feira de Santana, maior município da região, destaca-se como um importante centro econômico e social, com um PIB de R$ 10,8 bilhões e um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,712, superior à média nacional. A cidade vem consolidando sua posição estratégica ao protagonizar a transição para um modelo sustentável. Com iniciativas que reforçam seu papel como Capital do Semiárido Brasileiro, Feira de Santana avança em direção a se tornar referência nacional e internacional em energia renovável e desenvolvimento sustentável.

O Semiárido Brasileiro: Território de Desafios e Oportunidades

Com 1.135 municípios espalhados por nove estados nordestinos e parte de Minas Gerais, o semiárido é rico em biodiversidade, mas historicamente marcado por adversidades. Contudo, o avanço de tecnologias e investimentos em energias renováveis está transformando essa realidade, criando novas perspectivas para o desenvolvimento regional.

Feira de Santana assume protagonismo nesse contexto, aliando inovação e crescimento sustentável. Segundo José Eduardo Athayde de Almeida, diretor da Rede WWI no Brasil, “a transição energética representa um novo ciclo econômico para o semiárido, com potencial para transformar desafios históricos em oportunidades globais. Feira tem a chance de liderar esse movimento.”

Energias Renováveis: Potencial e Estratégias para o Futuro

O o I Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável: Feira Cidade Solar, realizado em 14 de fevereiro de 2023, reuniu lideranças para discutir o papel da energia solar na transformação regional. Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, destacou o potencial brasileiro de gerar até 180 gigawatts (GW) de energia solar, enquanto estudos do Ministério de Minas e Energia apontam que telhados residenciais poderiam gerar até 165 GW, excedendo o consumo nacional registrado no último trimestre.

Eduardo Athayde acrescenta que “em poucos anos, todos os telhados de Feira de Santana serão solares. A cidade, com seu mapa solarimétrico, poderá comercializar a radiação solar como recurso estratégico, conectando-se ao mercado internacional de energias limpas.”

Lago de Pedra do Cavalo: Uma Riqueza Subaproveitada

O Lago de Pedra do Cavalo, com 420 km², abastece 60% da região metropolitana de Salvador e possui grande potencial para projetos de energia eólica, solar e hídrica. Athayde ressalta:

“Trata-se de uma riqueza econômica que precisa ser ativada com inteligência e planejamento. Além de gerar energia, o lago pode impulsionar setores como transporte aquaviário, agricultura sustentável e pesca.”

Cooperação Internacional e Inovação Tecnológica

Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, realizaram estudos na região, avaliando a viabilidade de projetos que utilizam resíduos, como lodo e lixo, para produzir bioenergia e adubo, promovendo econegócios sustentáveis. Segundo Athayde, “a cooperação internacional é essencial para posicionar Feira como referência em inovação. Iniciativas como essa ajudam a conectar o semiárido brasileiro às tendências globais de desenvolvimento sustentável.”

Planejamento e Sustentabilidade no Semiárido

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o Brasil poderá expandir significativamente sua matriz energética com a instalação de sistemas solares, especialmente em áreas urbanas. Em Feira, o mapa solarimétrico será fundamental para orientar políticas públicas e atrair investimentos internacionais.

“Feira já é a maior cidade do semiárido; agora, precisa se firmar como a melhor, atraindo ciência, tecnologia e inovação para criar riquezas de forma sustentável”, conclui Athayde.

Capital do Semiárido Brasileiro

Feira de Santana está se posicionando como referência em energia renovável e desenvolvimento sustentável, fato que pode posicionar o município como Capital do Semiárido Brasileiro. Com investimentos em tecnologia e cooperação global, a cidade tem a oportunidade de se consolidar como polo internacional de inovação, conectando-se a redes globais de cidades inteligentes e promovendo progresso regional de forma inclusiva e sustentável.


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