A organização não governamental Oxfam divulgou nesta segunda-feira (20/01/2025) um relatório destacando o aumento recorde na riqueza global dos bilionários, que somou US$ 2 trilhões (cerca de R$ 12 trilhões) em 2024, alcançando o total de US$ 15 trilhões (aproximadamente R$ 90 trilhões). A divulgação ocorreu às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, evento que reúne líderes políticos e empresariais para discutir questões econômicas e sociais.
Segundo o relatório, o 1% mais rico da população mundial detém atualmente 45% da riqueza global, enquanto 44% da população vive com menos de US$ 6,85 (aproximadamente R$ 41,50) por dia. As taxas de pobreza global, de acordo com o estudo, mantêm-se praticamente inalteradas desde 1990.
O diretor executivo da Oxfam, Amitabh Behar, alertou sobre o impacto da concentração de riqueza, afirmando que ela cria uma “oligarquia aristocrática” e intensifica a desigualdade social. Behar também destacou que a influência econômica dos bilionários molda políticas públicas em benefício próprio, o que contribui para a perpetuação das desigualdades.
O estudo apontou que, em 2024, uma média de quatro pessoas tornou-se bilionária por semana, e projeta a existência de ao menos cinco trilionários em uma década. Nos últimos dez anos, a riqueza dos dez bilionários mais ricos cresceu, em média, US$ 100 milhões por dia (cerca de R$ 606 milhões).
O relatório também destacou desigualdades de gênero, evidenciando que uma em cada dez mulheres vive em extrema pobreza, apesar de seu trabalho não remunerado agregar valor estimado em US$ 10,8 trilhões (aproximadamente R$ 65 trilhões) à economia global, equivalente a três vezes o valor da indústria de tecnologia.
A análise incluiu críticas às políticas econômicas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo a Oxfam, favoreceram os mais ricos por meio de cortes de impostos e desregulamentações. Essas medidas, de acordo com o relatório, também impactaram países de baixa e média renda, resultando em transferências significativas de recursos financeiros para nações do Norte Global.
No Fórum Econômico Mundial, que conta com cerca de 3 mil participantes, incluindo líderes políticos e empresariais, manifestantes pediram maior tributação sobre os mais ricos e mudanças estruturais no sistema econômico. A cúpula deverá debater temas como estratégias econômicas, inteligência artificial e conflitos globais.
*Com informações da DW.








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