A Prefeitura de Salvador celebrou, nesta quarta-feira (15/01/2025), a entrega do Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), localizado no bairro do Bonfim. O projeto integra a política pública de preservação ambiental do município e visa promover a conscientização sobre a importância do bioma da Mata Atlântica, além de servir como um centro educativo, de lazer e de integração com a comunidade. O evento contou com a presença do prefeito Bruno Reis e do secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, que reforçaram a relevância do centro para a capital baiana.
Com uma área de 13,8 mil metros quadrados, a requalificação do espaço, situado na Rua Baden Powell, ao lado do Hospital Municipal do Homem (HMH), representou um investimento total de R$ 10 milhões, valor destinado à construção de espaços educativos, implantação de infraestrutura sustentável e aquisição de mobiliário. O Cima nasce como um ponto de educação ambiental e conservação, além de ser mais um atrativo para os moradores do Bonfim e regiões próximas, que terão à disposição um espaço de lazer, com entrada gratuita.
Em seu discurso de inauguração, o prefeito Bruno Reis destacou o papel de Salvador na preservação do bioma da Mata Atlântica. “Nos últimos anos, nossa administração tem se empenhado em criar novos parques e requalificar os já existentes. A preservação da Mata Atlântica é uma das nossas prioridades e, por isso, Salvador tem o título de capital nacional da Mata Atlântica. Nenhuma outra cidade no Brasil preserva tanto esse bioma como Salvador”, afirmou o prefeito. Ele também ressaltou o compromisso com o desenvolvimento sustentável, enfatizando que a cidade é a que menos emite gases de efeito estufa no Brasil e que, a cada dia, investe mais em iniciativas para equilibrar o crescimento econômico com a preservação do meio ambiente.
O Cima foi projetado para ser um centro de referência em educação ambiental. O espaço conta com leiras e viveiros de mudas, salas de aula modulares, uma biblioteca com livros especializados sobre o bioma da Mata Atlântica, além de um café e um mirante com vista para a Baía de Todos-os-Santos. A infraestrutura do centro foi pensada para seguir padrões de sustentabilidade, com o uso de energia solar, tetos verdes e sistemas de iluminação natural e ventilação cruzada. O centro estará aberto ao público de terça a sábado, das 8h às 17h.
A implementação do Cima também busca promover o conhecimento e a conscientização das futuras gerações sobre a importância da preservação ambiental. O secretário Ivan Euler, responsável pela Secis, afirmou que o centro foi idealizado como um ponto de interação entre a comunidade e a natureza.
“Este é um espaço para reforçar a preservação da Mata Atlântica, um dos maiores biomas do Brasil e do mundo. Com a criação deste centro, conseguimos levar a educação ambiental de forma mais efetiva à população”, disse Euler.
Um dos destaques do centro será a criação de uma sala imersiva, que trará projeções de imagens e sons relacionados à Mata Atlântica e à preservação ambiental. A sala tem como objetivo proporcionar uma experiência mais intensa sobre o bioma, com o uso de tecnologias interativas.
“Além disso, o centro contará com um mini horto e uma ‘sala da Mata Atlântica’, espaços inovadores que não existem em outros lugares do Brasil”, afirmou Euler.
A biblioteca verde, que oferece materiais educativos sobre a flora e fauna da Mata Atlântica, também será uma das atrações permanentes do centro.
Outra curiosidade importante sobre o Cima é a estátua de Charles Darwin, o biólogo britânico cuja visita a Salvador, em 1832, influenciou seus estudos sobre a teoria da evolução das espécies. A escultura, localizada no centro do parque, homenageia o naturalista que, ao visitar uma floresta tropical pela primeira vez, se encantou com a biodiversidade da Mata Atlântica e passou a desenvolver estudos fundamentais para a biologia moderna.
“A presença da estátua de Darwin reforça o papel histórico da nossa cidade e da nossa Mata Atlântica no desenvolvimento de importantes teorias científicas”, explicou o secretário.
Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), entidade responsável pela execução do projeto, afirmou que a requalificação da área foi essencial para a preservação da natureza e para a promoção da educação ambiental. Segundo Scofield, a área, que estava degradada, foi transformada em um local de convivência e aprendizado.
“O Cima é um espaço de integração e lazer para os moradores do Bonfim, da Ribeira e de outras regiões da Cidade Baixa. Além disso, é um ponto de encontro para a população, que pode desfrutar do pôr do sol, participar de palestras e apresentações culturais, tudo em meio à natureza”, afirmou a presidente da FMLF.
A criação do Centro de Interpretação da Mata Atlântica se soma a uma série de iniciativas da Prefeitura de Salvador voltadas para a preservação e valorização das áreas verdes. Nos últimos anos, a cidade tem avançado com a recuperação de diversas áreas ambientais, como o Parque da Cidade, a Lagoa dos Pássaros, a Lagoa dos Dinossauros e o Jardim Botânico. Além disso, novos espaços públicos de lazer e educação, como o Parque Pedra de Xangô e o Viveiro de Restinga, têm sido implementados, consolidando Salvador como um exemplo de preservação ambiental no Brasil.
Investimentos e Infraestrutura
- Investimento total: R$ 10 milhões
- Área do centro: 13,8 mil metros quadrados
- Localização: Rua Baden Powell, Bonfim, Salvador
Espaços e Atrações
- Leiras e viveiros de mudas
- Salas de aula modulares
- Biblioteca especializada em Mata Atlântica
- Café e mirante com vista para a Baía de Todos-os-Santos
- Sala imersiva com projeções sobre preservação ambiental
- Mini horto e “sala da Mata Atlântica”
- Estátua de Charles Darwin
Visitação e Funcionamento
- Horário de funcionamento: terça a sábado, das 8h às 17h
- Entrada gratuita
Objetivos e Política de Preservação
- Educação ambiental, com foco em crianças e futuras gerações
- Conscientização sobre a importância da preservação da Mata Atlântica
- Complemento às ações de requalificação e preservação das áreas verdes da cidade

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