O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou seu segundo mandato com uma série de medidas executivas que alteram tanto a política interna quanto a externa do país. Com um discurso de confronto direto às políticas de seu antecessor, Joe Biden, Trump anunciou a reversão de diversas ações tomadas no governo anterior, além de adotar novas posturas que geraram repercussões imediatas. Entre os destaques de seu primeiro dia no cargo, a retirada dos EUA do Acordo Climático de Paris, o fim da parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o perdão a participantes da invasão ao Capitólio marcaram um início de governo controverso.
Trump tomou posse nesta segunda-feira (20/01/2025), e se tornou oficialmente o 47º presidente dos Estados Unidos. Em um evento realizado no Capital One Arena, em Washington, onde reuniu cerca de 20 mil apoiadores, o republicano detalhou suas intenções para este segundo mandato, com um enfoque na revisão de decisões anteriores, reforço da segurança interna e fortalecimento da economia.
Retirada da OMS e do Acordo Climático de Paris
Uma das primeiras ações de Trump foi formalizar a retirada dos EUA do Acordo Climático de Paris, o que foi uma promessa de campanha e um movimento já iniciado em seu primeiro mandato, mas revertido por Biden. Trump justificou a medida, alegando que o acordo prejudica a economia americana, além de criticar o que considerou uma gestão inadequada da OMS durante a pandemia de COVID-19. Ao assinar a ordem executiva, ele afirmou que a organização não atendeu aos interesses dos Estados Unidos, especialmente ao comparar as contribuições financeiras dos EUA e da China.
Ações internas e imigração
Em um contexto de segurança interna, Trump assinou decretos que estabelecem medidas rigorosas contra a imigração ilegal, incluindo a declaração de emergência nacional na fronteira com o México e o envio de tropas para reforçar a segurança. As políticas de imigração, que haviam sido suavizadas sob a administração Biden, foram mais uma vez endurecidas, com o objetivo de aumentar as deportações e combater o crime organizado. Além disso, o presidente reverteu a decisão do governo anterior que permitia a entrada legal de migrantes por meio do programa CBP One, afetando diretamente a dinâmica da imigração no país.
Política externa e conflitos no Oriente Médio
No campo internacional, Trump tomou decisões significativas em relação ao Oriente Médio. Ele anulou as sanções impostas pelo governo Biden aos colonos israelenses na Cisjordânia, uma ação que gerou elogios em Israel, mas foi condenada por líderes palestinos. O presidente também revogou a medida que retirava Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo, uma ação que provocou críticas do governo cubano, que considerou a decisão desrespeitosa.
Reformas internas e novas agências governamentais
Além das medidas de segurança e imigração, Trump anunciou mudanças internas significativas. Uma das ordens executivas revogou diversas ações de Biden, incluindo congelamentos regulatórios e a suspensão de contratações federais, com exceção dos militares. O presidente também introduziu a criação do Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Elon Musk, com o objetivo de promover a eficiência administrativa.
Perdão aos envolvidos na invasão do Capitólio
Uma das decisões mais polêmicas foi o perdão presidencial a aproximadamente 1.500 indivíduos envolvidos na invasão do Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021. O gesto gerou indignação entre críticos, mas foi defendido por Trump como uma medida de reconciliação com aqueles que, segundo ele, foram “tratados injustamente”.
Relações com a América Latina e Brasil
Durante uma coletiva de imprensa, Trump também se referiu às suas expectativas em relação à América Latina, especialmente ao Brasil. Em um comentário controverso, afirmou que os Estados Unidos não precisam do Brasil, embora dissesse estar aberto a uma boa relação com o país. Esse posicionamento, somado às suas medidas de política externa, reflete a postura isolacionista de sua administração.
Decisões econômicas e tarifas comerciais
A economia também esteve no centro das atenções, com Trump anunciando um memorando que instrui as agências federais a avaliar a conformidade da China e de outros países com acordos comerciais, incluindo o acordo EUA-México-Canadá (USMCA). Além disso, o presidente sinalizou a imposição de tarifas comerciais, o que pode afetar diretamente os preços dos produtos e gerar retaliações comerciais.
*Com informações do DW.
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