Na última quinta-feira (30/01/2025), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão, tomada por 5 votos a 2, foi fruto de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), que acusou Zambelli de abuso de poder político por disseminar fake news durante as eleições de 2022. A parlamentar, então candidata à reeleição, divulgou vídeos questionando a legitimidade das eleições, incluindo alegações falsas de que as urnas eletrônicas teriam sido manipuladas em Itapeva (SP).
O julgamento foi interrompido em dezembro de 2024, quando a juíza Maria Cláudia Bedotti solicitou mais tempo para analisar os elementos do processo. No entanto, após a análise do caso, o TRE-SP concluiu que a deputada violou as normas eleitorais ao realizar ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao questionar o funcionamento do sistema eleitoral. O tribunal entendeu que esses atos comprometeram a integridade do pleito, resultando na cassação do mandato de Zambelli.
Embora a decisão tenha sido tomada, ela ainda não tem efeito imediato, uma vez que a deputada pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso o recurso seja rejeitado, Zambelli ficará inelegível por oito anos, período que começa a contar a partir das eleições de 2022. A parlamentar, em nota à imprensa, expressou tranquilidade quanto à decisão, alegando que o TRE-SP busca invalidar a vontade dos 946.244 eleitores que a escolheram nas urnas. Zambelli afirmou que continuará desempenhando suas funções de deputada até a conclusão dos recursos cabíveis, com uma postura crítica ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Além do caso no TRE-SP, Carla Zambelli também enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio de 2024, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto se tornaram réus por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Delgatti Neto, réu confesso, revelou que foi contratado por Zambelli para cometer a invasão e falsificar documentos. O STF aceitou a denúncia contra os dois, que agora respondem por falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático.
*Com informações da Sputnik News.
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