PF atribui queda do número de prisões por corrupção a decisão do STF

A Polícia Federal (PF) atribui a redução das prisões em casos de corrupção a um precedente criado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022, que restringiu as situações para autorizar prisões preventivas e temporárias. A Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) defende que as detenções devem ser exceção, enquanto delegados alegam insegurança jurídica diante das mudanças na interpretação do STF.

Desde 2019, as prisões por corrupção caíram 78%, de 607 para 136 em 2023. A menor marca foi registrada em 2022, último ano do governo Bolsonaro, com 94 prisões. Se considerados os dois primeiros anos de mandato, a gestão Bolsonaro somou 957 prisões contra 281 no governo Lula.

O precedente do STF, decidido em ação movida pelo PTB e pelo grupo Tortura Nunca Mais, estabeleceu critérios mais rigorosos para decretação de prisões temporárias. Além disso, mudanças no Código Penal, aprovadas pelo Congresso em 2021, também contribuíram para a redução de detenções. A PF afirma que passou a adotar medidas alternativas, como afastamento de cargo e restrições de contato, em conformidade com as novas diretrizes.

*Com informações do site Metrópoles.


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