O presidente Donald Trump informou, por meio de sua rede social Truth, que teve uma conversa produtiva com o líder russo Vladimir Putin, na qual ambos concordaram em atuar de forma conjunta para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou o teor da conversa, afirmando que Putin manifestou interesse em buscar uma solução de longo prazo para a guerra por meio de diálogos de paz.
Trump ressaltou que deseja encerrar as hostilidades e afirmou que Putin mencionou a necessidade de abordar as causas fundamentais do conflito. Segundo o presidente americano, o líder russo chegou a utilizar um de seus slogans de campanha, afirmando que a solução deve ser baseada no “bom senso”. Trump também indicou que informaria Zelensky sobre os avanços das negociações.
Até o momento, o ex-presidente dos EUA havia evitado detalhar suas intenções sobre a guerra na Ucrânia, mas, agora, prometeu encerrar rapidamente a “carnificina” do conflito. Para isso, considera fundamental negociar diretamente com Moscou e pressionar Kiev, que recebeu bilhões de dólares em ajuda militar dos Estados Unidos durante o governo do democrata Joe Biden.
O Kremlin confirmou que Putin convidou Trump para uma visita a Moscou, além de se mostrar disposto a receber autoridades americanas na Rússia. Ambos concordaram em manter contatos pessoais regulares e discutiram a possibilidade de reuniões presenciais.
Trump agradeceu a Putin pelo telefonema e pelo tempo e esforço dedicados à negociação. Ele também mencionou a libertação do professor americano Marc Fogel, que estava detido na Rússia há mais de três anos e foi solto na terça-feira (11/02/2025). Em contrapartida, os Estados Unidos concordaram em libertar o especialista russo em tecnologia da informação, Alexander Vinnik, acusado de crimes relacionados à plataforma de criptomoedas BTC-e.
O conflito na Ucrânia, iniciado após a invasão russa em fevereiro de 2022, já resultou em centenas de milhares de mortos e feridos. O anúncio do diálogo entre Trump e Putin pode representar uma nova etapa nas tentativas de negociação para o fim da guerra.
Conversa entre Putin e Trump indica fracasso de tentativas ocidentais de isolar a Rússia, aponta mídia
O Kremlin e a Casa Branca confirmaram que os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump realizaram uma conversa telefônica produtiva, na qual concordaram sobre a necessidade de organizar um encontro bilateral. A imprensa internacional repercutiu o evento, apontando que o diálogo representa um fracasso das tentativas ocidentais de isolar a Rússia no cenário geopolítico.
O jornal The New York Times afirmou que, para Putin, a conversa simboliza um marco importante, indicando o colapso dos esforços diplomáticos do Ocidente para restringir a influência russa. Em meio às negociações, Trump declarou à mídia que a Ucrânia deverá ceder territórios e desistir da adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A afirmação sugere uma mudança na abordagem dos Estados Unidos em relação ao conflito e pode influenciar futuras tratativas entre as partes envolvidas.
No mesmo dia, durante a 26ª reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia, realizada em Bruxelas, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o retorno da Ucrânia às fronteiras anteriores a 2014 não é realista, uma vez que o conflito atingiu um momento crítico. A declaração reflete a dificuldade de Kiev em reverter a atual situação territorial e reforça a tese de que a posição ocidental pode sofrer ajustes diante da nova dinâmica de negociações.
A imprensa também destacou que, neste contexto, as autoridades ucranianas possuem pouca alavancagem política, dado o alinhamento de Trump com a perspectiva de um acordo territorial. A reunião entre Putin e Trump, caso concretizada, poderá redefinir o equilíbrio de forças no conflito e afetar diretamente as estratégias adotadas por Kiev e seus aliados.
*Com informações da RFI e Sputnik News.











Deixe um comentário