Reserva Espinita em Igrapiúna protege 500 espécies da fauna e flora na Mata Atlântica

A Reserva Espinita, localizada em Igrapiúna, no Baixo Sul da Bahia, protege uma rica diversidade de fauna e flora da Mata Atlântica, com 500 espécies já identificadas. A área de 150 hectares, reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pelo INEMA em 2016, serve como campo de pesquisa para universidades e atrai ecoturistas. A reserva tem 16 nascentes que abastecem rios que desaguam na Baía de Camamu. O próximo passo é a ampliação da estrutura de apoio ao ecoturismo e à educação ambiental.
A Reserva Espinita em Igrapiúna, que abrange 150 hectares, é um exemplo de preservação da biodiversidade da Mata Atlântica, com 500 espécies de fauna e flora já registradas.

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) desempenham um papel significativo na proteção ambiental e na promoção de atividades educacionais e científicas. Com o objetivo de preservar a biodiversidade e colaborar com a pesquisa acadêmica, as RPPNs têm se consolidado como instrumentos essenciais no Brasil, que possui atualmente 790 unidades federais com uma área de 532.239,48 hectares.

A Bahia lidera esse movimento com 120 RPPNs federais e 90 estaduais, abrangendo 58.648,16 hectares, além das municipais. A Reserva Espinita, localizada no município de Igrapiúna, na região do Baixo Sul, é um exemplo de RPPN estadual que preserva parte significativa da Mata Atlântica.

Originada como uma fazenda com cultivo de cacau, seringueira e cravo-da-índia, a área de 150 hectares da Espinita sempre manteve mais de metade de sua mata preservada, o que a tornou um local de destaque para conversões em unidades de conservação.

O processo de transformação em RPPN foi impulsionado pela preservação da vegetação nativa e pela conscientização sobre a importância da conservação ambiental.

O reconhecimento pelo INEMA em 2016 selou esse compromisso. Atualmente, a reserva abriga 221 espécies de aves, 24 de mamíferos e 250 espécies de plantas, além de fungos, com 16 nascentes que alimentam três rios que desaguam na Baía de Camamu.

A diversidade biológica da reserva atrai pesquisadores e ecoturistas, com cerca de 100 visitantes anuais, incluindo estudantes de universidades como a UFBA e a UESC.

Segundo Antônio Maia, médico veterinário e gestor da reserva, um dos próximos objetivos é ampliar a estrutura para receber mais visitantes e apoiar a educação ambiental. Para isso, está sendo realizada uma campanha de arrecadação de fundos para a construção de um centro de visitantes.

O papel das RPPNs na preservação da biodiversidade e no desenvolvimento sustentável foi destacado por Iaraci dos Santos, diretora de Políticas de Biodiversidade e Florestas da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia.

Ela ressaltou a colaboração entre o setor público e a iniciativa privada como um modelo eficaz para proteger a biodiversidade e combater as mudanças climáticas, além de gerar oportunidades para o ecoturismo e a pesquisa científica. Iaraci convidou os proprietários de terras a se tornarem protagonistas na conservação de recursos naturais, garantindo benefícios para o Brasil.

A criação de uma RPPN exige uma série de etapas burocráticas, incluindo a apresentação de documentos como o requerimento de criação, o georreferenciamento da propriedade, além de um diagnóstico socioambiental. Após a análise das documentações e a consulta com órgãos como a FUNAI e a Prefeitura local, o processo de formalização pode levar até um ano para ser concluído.


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