No Dia Internacional da Mulher, a Marcha 8M reuniu ativistas em Salvador, promovendo uma caminhada entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra na tarde deste sábado (08/03/2025). O ato, organizado por sindicatos e pela CUT Bahia, contou com o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e com a presença das secretárias Ângela Guimarães, da Sepromi, e Fabya Reis, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).
A secretária Ângela Guimarães destacou a importância da mobilização e o compromisso do Estado com a igualdade de gênero. Segundo ela, o governo tem atuado em projetos voltados para o combate ao racismo e promoção da equidade. “Essa é uma data globalmente marcada por reflexões sobre os desafios das mulheres por igualdade de direitos, acesso a espaços de poder e combate à violência de gênero. O Estado está comprometido com essas lutas e apoia os movimentos sociais”, afirmou.
A marcha também contou com a participação de mulheres de diferentes categorias profissionais. A psicóloga Íris Paiva, que participou do evento pela primeira vez, ressaltou a necessidade de debater a equidade de gênero no mercado de trabalho.
“Existe uma distinção clara entre homens e mulheres, especialmente em algumas profissões. Percebemos que ainda há barreiras para as mulheres ocuparem determinados espaços. Participar dessa marcha é uma forma de representar minha categoria e reivindicar mudanças”, afirmou.
Com o tema “Mulheres vivas, livres e sem medo”, a mobilização reuniu centenas de mulheres e movimentos sociais, como o Movimento Negro Unificado (MNU) e a Marcha Mundial das Mulheres. A organização TamoJuntas, fundada por Laina Crisóstomo, também esteve presente, reforçando sua atuação na assistência jurídica a mulheres vítimas de violência.
Segundo Laina Crisóstomo, a marcha é um momento de reivindicação de direitos e ocupação dos espaços públicos.
“O tema deste ano enfatiza o combate ao feminicídio e a luta pelo direito das mulheres à cidade e ao bem-viver. Ainda é necessário reforçar que uma relação encerrada não pode resultar na morte de uma mulher. Estamos nas ruas para garantir que as futuras gerações não precisem travar essas mesmas batalhas”, afirmou.
A caminhada integrou o calendário de eventos da Bahia em alusão ao Dia Internacional da Mulher, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Originalmente, a data era marcada por reivindicações por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades. Atualmente, a agenda também inclui o combate ao machismo e à violência de gênero.











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