Senador Humberto Costa assume presidência interina do PT após saída de Gleisi Hoffmann

O senador Humberto Costa assumiu interinamente a presidência do PT após a saída de Gleisi Hoffmann, que integrará o governo como ministra das Relações Institucionais. Sua gestão provisória visa fortalecer a unidade interna e preparar o partido para as eleições de 2026, com foco na reeleição de Lula. As eleições internas do PT estão marcadas para 6 de julho de 2025, com Edinho Silva sendo um dos principais candidatos à presidência definitiva. 
Humberto Costa assume interinamente a presidência do PT após a saída de Gleisi Hoffmann para o governo. Sua gestão focará na unidade partidária e na preparação para as eleições de 2026, enquanto o partido se organiza para eleições internas em julho de 2025.

Na sexta-feira (07/03/2025), o senador Humberto Costa (PE) foi confirmado presidente interino do Partido dos Trabalhadores (PT), após a renúncia de Gleisi Hoffmann, que assumirá o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais na segunda-feira, 10 de março.

A Executiva Nacional do PT reuniu-se por videoconferência para oficializar a transição. Humberto Costa, um dos cinco vice-presidentes do partido, foi escolhido para o mandato-tampão até as eleições internas previstas para 6 de julho. Conforme o estatuto partidário, ele terá 60 dias para convocar o Diretório Nacional e confirmar sua interinidade.

Durante a reunião, Gleisi Hoffmann expressou gratidão pelo apoio recebido durante seus oito anos à frente do PT, período marcado por desafios significativos, incluindo a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as eleições de 2018. Ela destacou a importância da militância na resistência e na reconstrução do partido.

Em seu discurso de posse, Humberto Costa enfatizou a necessidade de fortalecer a unidade interna e reverter a queda na popularidade do governo. Ele afirmou que o objetivo principal é preparar o partido para as eleições de 2026, visando à reeleição de Lula.

A escolha de Humberto Costa foi resultado de consenso na corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB). Inicialmente, o nome do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também foi cogitado para a interinidade, mas a CNB optou por Humberto.

O partido enfrenta desafios internos, incluindo divergências sobre a condução da política econômica. Humberto Costa declarou apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e comprometeu-se a não se envolver em debates públicos que possam gerar atritos, buscando manter a coesão partidária.

Além da mudança na presidência, o PT prepara-se para eleições internas em julho, nas quais o ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é apontado como favorito para assumir a liderança definitiva do partido. Entretanto, sua candidatura enfrenta resistências internas devido a propostas de moderação e diálogo com setores além da esquerda tradicional. ​​


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