Crise hídrica afeta municípios da Chapada Diamantina; UPB pede ações emergenciais

Crise hídrica na Chapada Diamantina é considerada gravíssima pela União dos Municípios da Bahia (UPB). Reunião com autoridades estaduais debate medidas emergenciais e estruturantes.
Prefeitos e autoridades estaduais discutem medidas contra a estiagem que prejudica abastecimento na Chapada Diamantina.

Nesta terça-feira (01/04/2025), o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, alertou para a gravidade da crise hídrica que afeta municípios da Chapada Diamantina. Durante reunião com autoridades estaduais e prefeitos locais, Cardoso destacou a urgência de ações emergenciais e estruturantes para evitar o agravamento da situação, especialmente no caso do Rio Utinga, quase totalmente seco devido à estiagem prolongada.

Wilson Cardoso descreveu a crise hídrica atual como “gravíssima”, afirmando que a situação é pior do que no início do governo Jerônimo Rodrigues. De acordo com ele, as previsões meteorológicas indicam pouca ou nenhuma chuva significativa até novembro, intensificando a crise.

“Se for pelas previsões aí do Climatempo, nós não vamos ter chuva até início de novembro. Se tiver, será cinco, dez milímetros, insuficientes até para tirar a poeira. A situação é muito grave, não só pela falta de água para o consumo humano, mas também porque municípios como Wagner estão em situação crítica”, ressaltou Cardoso.

Medidas emergenciais e estruturantes

Na reunião, que contou com a presença do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, do secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, da presidente da Assembleia Legislativa, Ivana Bastos, e da presidente do Consórcio Chapada Forte e prefeita de Lençóis, Vanessa Senna, foi discutida a necessidade urgente de ações concretas.

Entre as demandas apresentadas, destacam-se:

  • Obras estruturantes, como pequenos barramentos para retenção de água.
  • Perfuração e limpeza de poços artesianos.
  • Instalação de cisternas.

Vanessa Senna afirmou que em Wagner a situação já afetou até mesmo o funcionamento das escolas. “A cidade está com aulas suspensas devido à falta de água. É uma situação realmente difícil”, pontuou a prefeita.

O prefeito de Souto Soares, Doutor Lucas, também manifestou preocupação com a seca do Rio Tijuco, essencial para o abastecimento local, enquanto o prefeito de São Gabriel, Mateus Machado, corroborou a necessidade de ações imediatas.

Governo estadual promete ações imediatas

O secretário Adolpho Loyola destacou que o Governo da Bahia, em conjunto com o Governo Federal, atuará para amenizar os impactos causados pela estiagem.

“Nosso compromisso é ampliar esforços com responsabilidade e sensibilidade social, mobilizando recursos, ouvindo lideranças locais e trabalhando em parceria para garantir soluções eficazes”, afirmou Loyola nas redes sociais.

Também participaram da reunião os deputados estaduais Robson Almeida, Ricardo Rodrigues, Raimundinho da JR, Eduardo Sales e Luciano Araújo.


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