Na sexta-feira (11/04/2025), a guerra comercial entre Estados Unidos e China atingiu seu ponto mais alto desde 2018, após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar um novo pacote tarifário que eleva as alíquotas sobre produtos chineses para até 145%. Como resposta, o governo chinês impôs tarifas de 125% sobre bens norte-americanos, acirrando as tensões comerciais globais e provocando reações políticas e diplomáticas de diversos países.
Histórico da política tarifária dos EUA sob Trump
A seguir, conheça linha do tempo da política tarifária conduzida por Donald Trump desde o primeiro mandato até a atual gestão, com destaque para os principais marcos:
2018: Início do protecionismo
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Janeiro/2018 – O governo Trump impõe tarifas sobre painéis solares e máquinas de lavar, marcando o início da retomada do protecionismo como eixo estratégico da política econômica.
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Março/2018 – São aplicadas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, atingindo países aliados como Canadá, México e a União Europeia.
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Julho/2018 – Primeira rodada de tarifas contra a China, com alíquotas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses.
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Setembro/2018 – Expansão das tarifas para outros US$ 200 bilhões em produtos chineses, com aumento gradual de 10% para 25%. A China leva a disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC).
2020: Acordo parcial e continuidade da política
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Janeiro/2020 – Assinatura da Fase 1 do acordo comercial EUA-China, com compromissos de compras agrícolas chinesas e ajustes regulatórios.
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Novembro/2020 – Encerramento do primeiro mandato de Trump. A política tarifária deixa como saldo o aumento de custos para a indústria e impactos negativos para as exportações agrícolas americanas.
2025: Retorno ao protecionismo agressivo
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Janeiro/2025 – Com o retorno à presidência, Trump anuncia uma tarifa universal de 10% sobre todas as importações, exceto a China, alvo de medidas adicionais.
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Abril/2025 – Elevação das tarifas para até 145% sobre produtos chineses, com justificativas relacionadas à produção de fentanil e ao déficit comercial dos EUA. A China responde com tarifas de 125% sobre produtos americanos e convoca a União Europeia a se posicionar contra o que classifica como “intimidação comercial”.
Reação internacional e impacto diplomático
União Europeia
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Ministros europeus avaliam possíveis medidas retaliatórias contra os EUA, caso não haja avanço em negociações diplomáticas.
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A Alemanha defende uma resposta estratégica que envolva o fortalecimento da indústria digital europeia e a busca por autonomia tecnológica.
Brasil
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O governo brasileiro, embora atingido pela tarifa universal de 10%, ainda não anunciou medidas retaliatórias.
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Técnicos do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços avaliam possíveis efeitos colaterais positivos, como o redirecionamento de fluxos comerciais em função do encarecimento dos produtos chineses e norte-americanos no mercado internacional.
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A diplomacia brasileira, sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adota uma postura cautelosa, priorizando o diálogo multilateral e os interesses comerciais do agronegócio e da indústria de base.
Consequências econômicas globais
Especialistas em economia internacional alertam para os seguintes impactos decorrentes da nova fase da guerra tarifária:
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Pressão inflacionária global, especialmente sobre commodities e produtos manufaturados;
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Volatilidade cambial, com o dólar norte-americano registrando queda frente às principais moedas desde o anúncio das tarifas;
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Risco de fragmentação das cadeias globais de valor, com empresas revendo estratégias de produção e logística;
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Maior instabilidade nos mercados de capitais, com queda em bolsas asiáticas, europeias e norte-americanas após as medidas.







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