Feira de Santana (BA), terça-feira, 08/04/2025 – A Polícia Federal, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO/BA), deflagrou a Operação Prisma, com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra suspeitos de fraudes bancárias praticadas em diversos municípios baianos. A ação, realizada na manhã desta terça-feira, teve como foco a execução de dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Feira de Santana.
A investigação teve início a partir de indícios de fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias. Os trabalhos contaram com o apoio técnico da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (CEFRA) da própria Caixa.
Esquema envolvia abertura de contas com documentos falsos
Segundo informações da Polícia Federal, sete contas bancárias foram abertas com uso de documentação fraudulenta nas cidades de Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Santo Antônio de Jesus, Castro Alves, Valença, Amargosa e Cruz das Almas. O único objetivo era obter recursos por meio de empréstimos fraudulentos, sem a intenção de quitação.
A investigação apurou que, com base nessas contas, foram realizados múltiplos empréstimos, o que causou prejuízo superior a R$ 170 mil às instituições bancárias envolvidas. A apuração também revelou que os investigados se beneficiaram diretamente dos valores desviados.
Mandados judiciais e natureza dos crimes
Os mandados cumpridos nesta terça-feira foram expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Feira de Santana/BA, com base nos elementos reunidos pela PF e pelo GAECO. A atuação coordenada entre os órgãos permitiu a identificação de parte do grupo criminoso responsável pelas fraudes.
Os suspeitos responderão pelos crimes de associação criminosa e estelionato, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
Significado do nome da operação
O nome “Operação Prisma” foi escolhido como uma metáfora para a prática delituosa investigada. Assim como o prisma decompõe a luz branca em múltiplas cores, os criminosos teriam utilizado múltiplas identidades falsas, fragmentando a própria identidade para dissimular suas ações e dificultar a responsabilização penal.








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