Bahia registra menor taxa de desocupação para 1º trimestre da série histórica, apesar de alta frente ao fim de 2024

Bahia registra menor taxa de desocupação para 1º trimestre da série histórica, apesar de alta frente ao fim de 2024.
Indicadores do mercado de trabalho mostram queda na ocupação e aumento da informalidade no estado, com melhora relativa em Salvador e Região Metropolitana.

Sexta-feira, 16/05/2025 — A Bahia registrou uma taxa de desocupação de 10,9% no primeiro trimestre de 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. O índice foi o mais baixo para um 1º trimestre desde o início da série histórica em 2012, embora tenha representado a segunda maior taxa entre os estados brasileiros, atrás apenas de Pernambuco (11,6%).

Queda histórica nas taxas de Salvador e RMS

Em Salvador, a taxa de desocupação foi de 9,2%, a menor da capital desde 2012, e a Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou 9,8%, também a mais baixa da série. Ambas as regiões deixaram as primeiras posições nos rankings nacionais de desocupação, ocupando agora a 5ª e 4ª posições, respectivamente.

Número de ocupados cai e desemprego sobe na Bahia

O estado contabilizou 6,364 milhões de trabalhadores no 1º trimestre, redução de 158 mil (-2,4%) em relação ao 4º trimestre de 2024. Já o número de pessoas desocupadas aumentou 8,3%, totalizando 780 mil, o menor número para um primeiro trimestre desde o início da série. A retração no contingente de trabalhadores foi influenciada, sobretudo, por empregados do setor público (-63 mil) e trabalhadores sem carteira assinada (-39 mil).

Informalidade cresce apesar da queda no número de informais

Embora o número absoluto de informais tenha caído para 3,305 milhões (-1,1%), a taxa de informalidade subiu para 51,9%, superando os trimestres anteriores. O aumento ocorreu porque a queda na informalidade foi proporcionalmente menor do que a queda no total de ocupados.

Setores com maior perda de empregos

Entre os 10 grupos de atividades investigados, 7 apresentaram retração no número de trabalhadores. Os principais destaques negativos foram:

  • Alojamento e alimentação: -61 mil ocupados (-13,5%)

  • Agropecuária: -55 mil ocupados (-5,9%)

Por outro lado, o comércio e o setor de informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas foram os únicos com saldo positivo.

Rendimento médio avança no trimestre

O rendimento médio real mensal dos trabalhadores na Bahia foi de R$ 2.231, um crescimento de 2,7% em relação ao trimestre anterior, embora ainda seja o segundo menor entre os estados. Em Salvador, o valor chegou a R$ 3.027 (+3,6%), e na RMS, R$ 2.909 (+2,0%). Ainda assim, ambos ficaram abaixo dos rendimentos registrados no mesmo período de 2024.

Massa de rendimento sobe, apesar da baixa base salarial

A massa de rendimento real habitual na Bahia alcançou R$ 12,981 bilhões, com variação positiva de +0,6% em relação ao trimestre anterior e de +7,1% na comparação anual. O dado indica uma recuperação parcial do poder de compra, mesmo com rendimento médio ainda baixo em comparação nacional.

Desalento segue alto, mas recua na comparação anual

A população desalentada na Bahia aumentou 1,3% frente ao 4º trimestre de 2024, alcançando 527 mil pessoas. Apesar do crescimento recente, esse é o menor número para o período desde 2016, com recuo de 13,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A Bahia permanece com o maior número absoluto de desalentados do país.

Principais dados por categoria:

Taxas de Desocupação (1º trimestre de 2025)

  • Bahia: 10,9%

  • Salvador: 9,2%

  • RMS: 9,8%

  • Média nacional: 7,0%

  • Menor taxa: Santa Catarina (3,0%)

Contingente de Trabalhadores

  • Total ocupados: 6,364 milhões

  • Desocupados: 780 mil

  • Desalentados: 527 mil

  • Informais: 3,305 milhões (51,9%)

Setores com maior retração de ocupação

  • Alojamento e alimentação: -61 mil

  • Agropecuária: -55 mil

  • Setor público: -63 mil

  • Sem carteira assinada: -39 mil

Rendimento médio mensal

  • Bahia: R$ 2.231 (+2,7%)

  • Salvador: R$ 3.027 (+3,6%)

  • RMS: R$ 2.909 (+2,0%)


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