O Banco do Brasil anunciou a assinatura de um termo de compromisso com o China Development Bank (CDB) no valor de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,64 bilhões). O acordo foi formalizado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, no início desta semana, e representa mais uma etapa da cooperação econômica entre Brasil e China.
O acordo estabelece uma linha de crédito com prazo de cinco anos voltada para o financiamento de projetos nas áreas de infraestrutura, agronegócio, exportação e importação. A iniciativa visa apoiar empresas brasileiras e chinesas com atuação no Brasil, contribuindo para a ampliação das trocas comerciais e da integração econômica entre os dois países.
Segundo comunicado oficial, esta é a terceira fase da parceria entre o Banco do Brasil e o CDB desde 2022. O histórico de cooperação inclui a instalação de um escritório do CDB no Rio de Janeiro em 2013 e a abertura de uma agência do Banco do Brasil em Xangai em 2014. A assinatura do novo compromisso reforça o papel das instituições financeiras na viabilização de investimentos estruturantes e estratégicos.
Investimentos bilaterais
A assinatura do termo ocorreu durante cerimônia oficial no Palácio do Povo, em Pequim, com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. O evento marcou a conclusão da visita do presidente brasileiro à China, encerrada com o anúncio de 36 acordos bilaterais em áreas como infraestrutura, tecnologia, energia e indústria.
Na última segunda-feira (12/05), o governo federal informou que os investimentos chineses totalizam mais de R$ 27 bilhões. Um dos destaques foi o compromisso da empresa Envision, que destinará R$ 5,6 bilhões ao desenvolvimento da produção de combustível sustentável para aviação (SAF) no Brasil, setor considerado estratégico para a descarbonização da matriz energética global.
Ferrovia Bioceânica em destaque
Entre os projetos de infraestrutura discutidos com o governo chinês, a Ferrovia Bioceânica recebeu atenção prioritária. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o projeto prevê uma ligação ferroviária de 3 mil quilômetros entre Ilhéus (BA) e o porto de Chancay, no Peru, passando por regiões estratégicas do agronegócio, como o Matopiba — área que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O traçado proposto integrará a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) à Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), potencializando o escoamento da produção brasileira para mercados asiáticos e consolidando um corredor logístico de escala continental.
*Com informações da Sputnik News.









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