Segunda-feira, 13/05/2025 — O programa Crédito do Trabalhador, criado pelo Governo Federal para facilitar o acesso ao crédito consignado com juros reduzidos garantidos pelo FGTS, já atendeu 94.827 trabalhadores com carteira assinada no estado da Bahia. O valor médio das operações gira em torno de R$ 4.671, com parcela mensal média de R$ 292,73, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O volume total de recursos contratados pelos celetistas baianos atingiu R$ 454,11 milhões até o dia 7 de maio, demonstrando a rápida adesão à política de crédito voltada ao setor privado formal.
Contexto nacional e expansão do programa
Lançado há pouco mais de um mês, o programa já resultou em R$ 10,1 bilhões em empréstimos aprovados em todo o Brasil. Ao todo, 1,8 milhão de trabalhadores celetistas firmaram contratos com valor médio de R$ 5,4 mil, com prazo médio de pagamento de 17 meses e parcela mensal de R$ 323,76.
De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o crédito consignado com garantia do FGTS representa uma alternativa mais segura em comparação ao endividamento por meio de cartões de crédito e empréstimos com altas taxas. Marinho reforça, no entanto, a necessidade de cautela na contratação e de pesquisa prévia de taxas de juros entre as instituições financeiras.
Portabilidade e reestruturação de dívidas
Em 25 de abril, foi autorizada a migração de dívidas antigas (consignadas ou CDC) para o Crédito do Trabalhador, o que contribuiu para a injeção de mais R$ 2 bilhões no volume contratado em menos de duas semanas.
A partir de 16 de maio, os trabalhadores poderão recorrer à portabilidade, mecanismo que permitirá a transferência de contratos de crédito para instituições que ofereçam menores taxas de juros. O objetivo é ampliar a concorrência entre os bancos e oferecer melhores condições ao trabalhador.
“A portabilidade favorece o trabalhador, pois obriga os bancos a melhorarem suas propostas para manter o contrato ativo”, explicou o ministro.
Distribuição regional e principais instituições
Após São Paulo, os estados com maior volume de crédito contratado são:
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Minas Gerais: R$ 853 milhões
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Rio de Janeiro: R$ 835 milhões
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Paraná: R$ 681 milhões
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Rio Grande do Sul: R$ 677 milhões
No total, o programa conta atualmente com 35 instituições financeiras habilitadas. Entre elas, o Banco do Brasil lidera o ranking, com R$ 2,7 bilhões liberados — a maior parte destinada à quitação de dívidas com juros mais altos.
Avaliação crítica e perspectivas
A análise do desempenho inicial do Crédito do Trabalhador revela um programa com alta capilaridade e rápida adesão, sobretudo nas regiões Sudeste e Nordeste. A inclusão da portabilidade como ferramenta de regulação de mercado é um avanço institucional que pode impulsionar a redução efetiva do custo do crédito para os trabalhadores, mitigando os efeitos da inadimplência estrutural entre os celetistas de baixa renda.
Contudo, é fundamental que o programa seja acompanhado de ações educativas sobre endividamento e gestão financeira, a fim de evitar que o acesso facilitado ao crédito se converta em superendividamento. O uso do FGTS como garantia, embora eficiente para reduzir riscos bancários, expõe a reserva do trabalhador a eventuais perdas futuras, como demissões ou emergências, o que requer responsabilidade tanto do tomador quanto da política pública que o regula.








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