O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), cobrou segunda-feira (13/05/2025) do governo federal a apresentação de um plano emergencial para recuperação das BRs 324 e 116, após o encerramento da concessão das vias pela concessionária ViaBahia.
A decisão do governo federal de retomar o controle das rodovias federais e suspender a cobrança de pedágios foi anunciada na semana passada. Entretanto, segundo Rocha, a ausência de medidas imediatas de recuperação das vias coloca em risco motoristas e o escoamento da produção agropecuária baiana.
Situação crítica das rodovias federais
As BRs 324 e 116 são corredores logísticos estratégicos para o estado da Bahia. A BR-324 conecta a capital Salvador ao interior, enquanto a BR-116 é uma das principais rodovias longitudinais do país. Com o fim da concessão da ViaBahia, o estado de conservação das rodovias se agravou, segundo denúncias do parlamentar.
“A ViaBahia prestou um péssimo serviço durante anos e sai deixando um rastro de abandono. Buracos, acostamentos destruídos, ausência de sinalização e riscos constantes de acidentes estão entre os principais problemas”, afirmou Manuel Rocha.
O deputado também criticou o valor de R$ 860 milhões que a concessionária receberá como compensação, enquanto os usuários das rodovias continuam enfrentando condições precárias de tráfego e insegurança.
Prejuízos à economia e à segurança da população
Produtores rurais, caminhoneiros e usuários em geral têm relatado prejuízos significativos. A precariedade das BRs compromete o transporte de cargas e a mobilidade entre regiões.
“São inúmeros os relatos de danos a veículos, pneus estourados e atrasos na entrega de mercadorias, o que compromete diretamente a cadeia produtiva”, destacou o deputado.
Com a proximidade do período junino, a situação torna-se ainda mais preocupante. Tradicionalmente, milhares de baianos se deslocam pelo interior do estado para participar dos festejos juninos, o que eleva consideravelmente o fluxo nas rodovias.
Cobrança por ação emergencial do DNIT
Manuel Rocha defendeu que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atue com urgência para reverter o quadro atual. Segundo ele, é necessário um plano emergencial de recuperação asfáltica, reforço na sinalização e manutenção dos trechos mais críticos.
“Suspender o pedágio não é suficiente. A população não pode ficar exposta ao risco de acidentes ou ao colapso logístico. A omissão do Estado neste momento pode resultar em tragédias e em perdas econômicas significativas”, concluiu.
O parlamentar afirmou que levará o tema ao plenário da Assembleia Legislativa e a representantes do Ministério dos Transportes, visando garantir a preservação da infraestrutura viária e a segurança da população.
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