As federações representativas dos petroleiros anunciaram, nesta quarta-feira (14/05/2025), greve de advertência de 48 horas no Sistema Petrobrás. A paralisação, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), ocorrerá das 7h do dia 29/05 até as 19h do dia 30/05, em todas as unidades da empresa.
A mobilização é uma resposta direta à falta de avanços nas negociações com a gestão da estatal, sobretudo nas tratativas referentes à remuneração variável e à política de corte de custos adotada internamente, apesar dos lucros expressivos registrados pela empresa no primeiro trimestre de 2025.
A deliberação pela paralisação de dois dias ocorreu em reunião conjunta entre FUP e FNP, dando continuidade à mobilização iniciada em março, quando os petroleiros realizaram uma greve de advertência de 24 horas. De acordo com as entidades, a decisão reflete a frustração da categoria com a postura da direção da Petrobrás, considerada evasiva diante das demandas apresentadas.
As federações destacam como ponto central da insatisfação o paradoxo entre o desempenho financeiro da empresa e as medidas de contenção de despesas. A Petrobrás anunciou lucro líquido de R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano e aprovou a distribuição de R$ 11,72 bilhões em dividendos aos acionistas, mas segue impondo restrições orçamentárias nas políticas internas de pessoal.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, tem reiterado, em pronunciamentos recentes, a necessidade de austeridade fiscal e eficiência operacional, mesmo diante do cenário positivo. Segundo os representantes sindicais, tal postura agrava o descontentamento dos trabalhadores e compromete o ambiente de negociação.
Condições de segurança e denúncias de subnotificação
Outro ponto crítico levantado por FUP e FNP diz respeito à segurança nas unidades operacionais da empresa. As federações alegam haver subnotificação de acidentes de trabalho, citando como exemplo o incidente ocorrido na plataforma Cherne 1, localizada na Bacia de Campos (RJ). As entidades cobram da Petrobrás maior transparência na gestão de riscos e medidas efetivas para garantir condições adequadas de trabalho.
Assembleias deliberativas e contraproposta unificada
Em paralelo à greve, as federações estão preparando uma contraproposta unificada a ser encaminhada à direção da Petrobrás. Segundo informações divulgadas pelas entidades, a proposta será debatida com a categoria nas bases e submetida à apreciação em assembleias a serem realizadas em todas as unidades da companhia na próxima semana.
As lideranças sindicais ressaltam que a mobilização visa pressionar por avanços concretos, mas não descartam o diálogo. A expectativa é que a empresa revise sua postura e se disponha a negociar cláusulas econômicas e sociais em melhores termos, antes do início da paralisação programada.
Principais pontos em destaque
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Greve de advertência de 48 horas: programada para os dias 29 e 30 de maio, em todo o Sistema Petrobrás.
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Reivindicações: remuneração variável, condições de segurança e críticas à política de austeridade.
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Lucro x corte de custos: estatal registrou R$ 35,2 bilhões de lucro no 1º trimestre, mas mantém cortes internos.
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Segurança do trabalho: denúncias de subnotificação de acidentes, com destaque para o caso da plataforma Cherne 1.
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Contraproposta: será elaborada pelas federações e debatida em assembleias na próxima semana.








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